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Bloqueio do Estreito de Ormuz eleva custos logísticos e seguros de transporte, diz ex-Banco Mundial
Publicado 01/03/2026 • 20:48 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 01/03/2026 • 20:48 | Atualizado há 2 meses
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O preço do barril de petróleo deve ultrapassar os US$ 100 (R$ 513,11) e pressionar a inflação global em até 0,7%, disse Otaviano Canuto, ex-vice-presidente do Banco Mundial, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Ele destacou que o bloqueio do Estreito de Ormuz tem efeitos imediatos e dramáticos sobre os custos logísticos: “Já durante o fim de semana, o preço dos seguros para o transporte de navios pelo Estreito de Hormuz foi dramático, com empresas cancelando coberturas. Isso tende a ter um efeito grande não apenas pelo transporte de petróleo e gás, mas também pelo de grãos que circulam por ali”.
Sobre o impacto nos Estados Unidos e na Europa, o economista do Banco Mundial previu que a alta da energia deve travar a queda dos juros: “Qualquer subida prolongada do petróleo vai bater nos postos de gasolina e na inflação, jogando uma água na fervura das intenções de reduzir as taxas de juros nas economias avançadas por conta do choque de preços”.
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Em relação ao mercado de câmbio, Otaviano acredita que a moeda americana voltará a ser o porto seguro dos investidores: “Esse choque de risco é de uma natureza que não tem a ver com a gestão da dívida pública norte-americana, mas com a percepção de risco da guerra. Por isso, a tendência é que o preço do dólar aumente em relação às demais moedas, inclusive o real”.
Quanto ao Brasil, o especialista apontou que o país sentirá efeitos mistos por ser um grande exportador da commodity: “O Brasil vai ganhar pelo valor das exportações de petróleo, mas, com a defasagem, o preço mais alto também se repetirá no preço doméstico da gasolina. Setores mais intensivos no uso de energia sentirão maior impacto, mas o país mantém a vantagem de estar fora do âmbito geográfico das crises”.
Por fim, ele ponderou que a valorização do real vista anteriormente não deve ser totalmente revertida por este choque imediato: “Modelos baseados em fundamentos calculam que o real deveria estar próximo de R$ 4,50. O choque de valorização do dólar americano por conta da guerra não deve ser suficiente para reverter todo o ajustamento do câmbio brasileiro que vinha ocorrendo”, concluiu.
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