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Tarifaço pressiona ativos brasileiros e aumenta aversão ao risco no mercado internacional

Publicado 27/07/2026 • 16:57 | Atualizado há 25 minutos

KEY POINTS

  • Tensões com os EUA elevam percepção de risco sobre ativos brasileiros no mercado internacional.
  • Especialista destaca China como alternativa para exportações de carne diante das barreiras comerciais.
  • Brasil busca diversificar mercados e reduzir dependência do setor primário.

As tensões comerciais e geopolíticas com os Estados Unidos, além do realinhamento da política externa americana, elevaram o prêmio de risco dos ativos brasileiros no cenário internacional.

Marcelo Cabral, gestor de investimentos e fundador da Stratton Capital, avaliou, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, que os Estados Unidos promoveram uma mudança significativa em sua política externa, especialmente em relação ao comércio exterior e às prioridades geopolíticas.

“Temos várias ações da administração que são disruptivas, e isso afeta o Brasil, aumentando o risco percebido no mercado internacional, mas faz parte de um contexto maior de realinhamento”, afirmou.

Diante da proximidade do limite anual de exportações de carne bovina para a China, o gestor explicou que o país asiático tem funcionado como uma espécie de amortecedor diante das tarifas impostas pelos Estados Unidos. “Acredito que o Brasil tenha mais chances de negociar a questão da carne com a China do que com a administração norte-americana neste momento”, disse.

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Sobre os esforços do governo brasileiro para abrir novos mercados ao setor agropecuário, como as negociações com a Coreia do Sul, o fundador da Stratton Capital destacou que o comércio de commodities sempre enfrentou barreiras complexas. Segundo ele, exportações de produtos como a carne bovina permanecem sujeitas a restrições não tarifárias.

“Seria melhor se o Brasil conseguisse reduzir essa dependência do setor primário e conquistasse maior competitividade em produtos industrializados, mas essa é a realidade.”

Por fim, o executivo avaliou que os desafios impostos ao comércio exterior brasileiro podem incentivar o país a desenvolver novos mercados e diversificar sua base de compradores. “Existe um lado positivo, que é a abertura de novos mercados para os exportadores”, concluiu.

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