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CEO da Intel rebate ameaça de Trump em carta a funcionários
Publicado 08/08/2025 • 21:26 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 08/08/2025 • 21:26 | Atualizado há 7 meses
KEY POINTS
Intel diz que receita aumentou com redução de cargos.
Unsplash
O CEO da Intel, Lip-Bu Tan, respondeu nesta quinta-feira (8) ao que chamou de “desinformação” sobre suas funções anteriores, após o presidente dos EUA, Donald Trump, pedir sua renúncia e levantar questões éticas.
“Quero deixar absolutamente claro: em mais de 40 anos de carreira, construí relações pelo mundo inteiro e dentro do nosso ecossistema diverso – e sempre atuei dentro dos mais altos padrões legais e éticos”, afirmou Tan em um comunicado enviado aos funcionários.
O pedido de Trump coincidiu com questionamentos do senador Tom Cotton, republicano do Arkansas, sobre os “vínculos do CEO com empresas chinesas” e possíveis riscos para a segurança dos EUA.
“A Intel tem a obrigação de zelar pelo dinheiro dos contribuintes americanos e de cumprir todas as regras de segurança vigentes”, escreveu Cotton. “As ligações do senhor Tan levantam dúvidas sobre a capacidade da Intel de cumprir essas obrigações.”
No mesmo documento, Cotton também citou um caso criminal envolvendo a Cadence Design Systems, que teria feito remessas ilegais de produtos para a China, e perguntou se a Intel fez Tan se desfazer de investimentos em fabricantes de chips ligadas ao Partido Comunista Chinês. Tan trabalhou mais de dez anos na Cadence e foi CEO da empresa.
Tan disse que a Intel está em contato com a Casa Branca para tratar do episódio e afirmou apoiar o compromisso do presidente em “defender a segurança nacional e econômica dos Estados Unidos”. Segundo ele, o conselho da empresa está “totalmente alinhado” com o plano de transformação da Intel.
A tensão chegou ao limite nesta quinta-feira (8), quando Trump pediu publicamente a saída imediata de Tan do cargo de CEO, em mensagem no Truth Social, chamando-o de “altamente conflitante”. Depois, as ações da Intel caíram 3% no dia.
Tan assumiu o comando da Intel em março, substituindo Pat Gelsinger, que foi afastado pelo conselho em dezembro após não conseguir reverter a situação delicada da fabricante de chips.
Em relatório divulgado nesta quinta-feira (8), a analista Stacy Rasgon, da Bernstein, afirmou que a empresa não considera Tan “conflitante”, mas que as ligações dele com a China “pegam mal”, especialmente considerando quem está hoje na Casa Branca.
“Infelizmente, ao contrário de outros CEOs de tecnologia, Lip-Bu não parece ter cultivado um relacionamento pessoal com Trump que pudesse amenizar a irritação do presidente”, escreveu Rasgon. Trump também pode estar decepcionado com decisões recentes da empresa, como o corte de alguns projetos de fundição de chips.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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