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“Estamos antecipando o futuro”, diz CEO da Chilli Beans sobre substituição do dólar pela moeda chinesa
Publicado 17/08/2025 • 08:41 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 17/08/2025 • 08:41 | Atualizado há 1 ano
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Divulgação
O fundador da Chilli Beans, Caito Maia, se posicionou publicamente sobre a decisão de substituir o dólar pelo renminbi, moeda oficial da China, nas transações com fornecedores asiáticos. O empresário destacou que a medida tem caráter comercial e está ligada à redução de custos e à previsibilidade cambial.
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Em vídeo divulgado nas redes sociais, Maia disse que a decisão foi motivada pela preocupação em não repassar aumentos aos clientes. “Galera, queria falar de um assunto que bombou na internet, eu me sinto na obrigação de me posicionar. Para vocês saberem como a gente pensa. Primeiro eu gostaria de deixar muito claro: é uma decisão absolutamente comercial. A gente viu uma oportunidade. Um produto como esse, por exemplo, ia sair mais caro, e a gente teria que passar isso para o consumidor, gerando inflação. Aí a gente achou um caminho bom”, afirmou.
O empresário reforçou que a medida não tem viés político. “Eu queria provocar você: não leve em momento algum para o lado político e sim para o lado comercial. Olha para o seu negócio, não gaste energia no que está fora, gaste energia no que está na sua mão, que você pode controlar. Custo, logística, toda essa parte está na nossa mão. E no nosso caso, achamos esse caminho.”
Para Maia, a adoção da moeda chinesa é também uma forma de antecipar tendências. “A gente está antecipando o futuro mesmo. Nesse mundo maluco, a gente não sabe o que vai acontecer. Não vou perder a oportunidade de fazer as coisas mudarem. Vamos fazer o nosso tempo, vamos seguir em frente e acreditar nos nossos sonhos.”
Atualmente com 300 unidades, a rede mira 1.000 pontos de venda no Brasil nos próximos cinco anos.
Somando todas as operações, incluindo quiosques e lojas em 22 países, o grupo Chilli Beans já contabiliza 1.400 unidades. “Queremos chegar a 2.500 lojas no Brasil e no mundo nos próximos cinco anos”, destacou. Um dos objetivos é entrar e se estabelecer no mercado asiático, inclusive na China.
Outro foco de expansão é a marca própria de lentes da empresa, que já representa 35% das vendas no segmento. Com tecnologia de origem alemã, o produto impulsiona os resultados dos franqueados.
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Siga o Times | CNBCNa última semana, Caito Maia declarou em entrevista que pretende abandonar o uso do dólar em suas transações comerciais com seus fornecedores chineses. A fala aguçou o ambiente político polarizado no Brasil, e foi interpretada por alguns como uma afronta ao tarifaço imposto por Trump aos produtos brasileiros.
Desde o dia 9 julho, o presidente dos Estados Unidos instituiu uma tarifa de 50% para importação de produtos brasileiros. No final de julho, Trump publicou o decreto da taxação com uma lista de 694 produtos que seriam excluídos da cobrança, como aeronaves e suco de laranja.
O governo brasileiro lançou, na última semana, um pacote de medidas para conter os efeitos do tarifaço, que pode atingir 36% das exportações brasileiras.
Entidades como a Fiesp, apontam queda em alguns setores pontuais, com recuo de 0,6% para a agropecuária e de 0,7% para a indústria de transformação. A Fiesp, no entanto, manteve a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2,4% para 2025.
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