Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Terras raras, motivo do mais recente atrito entre EUA e China, pode ser oportunidade de ouro para o Brasil
Publicado 10/10/2025 • 22:57 | Atualizado há 12 meses
O que a Paramount prometeu a Hollywood para obter os direitos de exibição da WBD
Coca-Cola contrata Rob Gehring, da Monster, para dirigir operações na América do Norte
Trump e Xi encerram visita de Estado marcada mais por espetáculo do que por acordos
Rússia pode atacar um país da Otan em questão de meses, alerta inteligência dinamarquesa
Meta sai na frente da OpenAI em dispositivos de IA, mas aposta de Zuckerberg ainda é incerta
Publicado 10/10/2025 • 22:57 | Atualizado há 12 meses
KEY POINTS
A nova ofensiva do presidente dos EUA, Donald Trump, contra a China reacendeu a tensão no comércio global e abriu uma brecha estratégica para o Brasil — país que detém a segunda maior reserva de terras raras do mundo, insumo essencial para a indústria de alta tecnologia.
Para o economista e professor de Relações Internacionais da ESPM, Leonardo Trevisan, a escalada tarifária pode se transformar em oportunidade. “O Brasil tem o recurso certo na hora certa. As terras raras são fundamentais para semicondutores, carros elétricos e equipamentos militares. Mas não basta extrair — é preciso dominar o processamento, que é o verdadeiro trunfo chinês”, afirmou.
Atualmente, a China concentra cerca de 60% da extração e 90% do processamento mundial desses minerais. Mesmo países com reservas expressivas, como o Brasil, ainda dependem do know-how chinês para refinar o material. “O grande desafio é agregar valor aqui dentro. A extração é uma etapa; o processamento é outra, muito mais sofisticada e cara”, explicou Trevisan, citando o exemplo da Companhia Serra Verde, em Goiás — controlada por capital norte-americano, mas ainda dependente da tecnologia chinesa.
Para Trevisan, o Brasil pode tirar proveito do impasse se adotar uma postura pragmática e flexível. “Trump é imprevisível. O Brasil precisa negociar com cautela, aproveitando as brechas abertas por essa guerra, sem se alinhar de forma cega a nenhum dos lados.”
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCEle cita o Vietnã como modelo de país que soube transformar a rivalidade EUA-China em vantagem econômica, atraindo investimentos e ganhando espaço nas cadeias globais de produção. “O Brasil pode seguir esse caminho — ampliar parcerias, ocupar nichos industriais e aumentar o peso político nas negociações comerciais”, avalia.
Segundo o professor, a tensão pode até reforçar o papel diplomático de Lula. “Se o governo conseguir equilibrar a relação com os dois gigantes, o Brasil pode se tornar um interlocutor-chave entre as potências — e ainda lucrar com isso.”
Trevisan, porém, faz um alerta: “A crise pode gerar oportunidades, mas também exige cuidado. O que não podemos é repetir o padrão de vender matéria-prima bruta e importar tecnologia.”
No meio do fogo cruzado tarifário entre Washington e Pequim, o Brasil volta a ocupar um espaço que conhece bem — o de país-coringa, capaz de dialogar com ambos os lados. A diferença é que, desta vez, o campo de batalha são os minerais críticos, e quem souber jogar certo pode sair muito mais forte.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Snoopy no Starbucks: quanto vai custar a coleção de Halloween no Brasil?
2
Após morte, cantor Rick deixa suposta herança milionária; veja valor
3
Preços do petróleo caem após notícia de que Arábia Saudita pretende reativar oleoduto estratégico nesta semana
4
Banco Master acumulou bilhões em pré-precatórios ligados a processos nas altas cortes da justiça
5
Daniel Vorcaro reservou mansão de luxo para ministro Nunes Marques no Carnaval de 2025