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Isenção do petróleo reduz impacto econômico do tarifaço e preserva fluxo cambial

Publicado 17/07/2026 • 14:55 | Atualizado há 55 minutos

KEY POINTS

  • Petróleo, café e celulose ficaram fora da tarifa de 25%, reduzindo impactos sobre a balança comercial brasileira.
  • Analista avalia que empresas tiveram tempo para redirecionar exportações e minimizar efeitos das novas tarifas.
  • Segundo Pedro Galdi, impactos econômicos tendem a ser limitados, enquanto o efeito político ganha protagonismo.

A exclusão do petróleo brasileiro da nova tarifa de 25% aplicada pelos Estados Unidos ajuda a preservar o fluxo de dólares para o país e reduz parte dos impactos econômicos das medidas comerciais anunciadas por Washington, afirmou Pedro Galdi, analista da AGF, ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC em entrevista nesta sexta-feira (17).

Segundo ele, a lista definitiva ficou menos abrangente do que a inicialmente cogitada e preservou produtos estratégicos para a pauta exportadora brasileira. “Essa questão da taxação começou há bastante tempo e, conforme as tarifas foram mudando, muitos produtos importantes para o Brasil, como suco de laranja, café e peças de aeronaves, foram saindo da lista. Agora veio uma lista de 25% bem menos extensiva do que era antes“, afirmou.

Para Galdi, a retirada do petróleo das sobretaxas reduz pressões sobre a balança comercial e sobre o mercado de câmbio. “A questão do petróleo ter ficado de fora acaba sendo boa para a balança comercial, boa para as empresas do setor, principalmente para a Petrobras, e isso torna o impacto dessa nova lista menos significativo“, disse.

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Empresas já se adaptaram

Na avaliação do analista, o principal motivo para os efeitos econômicos serem mais limitados é que as empresas tiveram tempo para reorganizar suas operações desde o início das discussões tarifárias.

Quando começou o tarifaço, as empresas tiveram tempo suficiente para realocar ou redirecionar produtos para outros mercados. Eu acho que o pessoal já está bem traquejado com isso“, afirmou.

Segundo Galdi, companhias com presença internacional conseguem reduzir ainda mais os impactos.

A WEG, por exemplo, tem unidades industriais nos Estados Unidos e também em outros países. Caso o Brasil não consiga atender determinado pedido, ela pode utilizar outras fábricas para suprir essa demanda. Toda essa expertise adquirida ao longo desse período torna essa nova rodada de tarifas menos impactante“, explicou.

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Ele ressaltou que boa parte dos produtos afetados pertence a segmentos específicos. “A lista ficou muito mais amigável do que a anterior. Foram atingidos vestuário, calçados, parte da indústria, madeira, móveis e alguns alimentos, mas é uma lista muito menos extensa do que a inicialmente prevista“, afirmou.

Impacto político supera efeito financeiro

Para Galdi, apesar de as tarifas continuarem sendo um fator negativo, o efeito econômico tende a ser menor do que o impacto político provocado pela medida.

É claro que é um fator desagradável e cabe ao governo discutir esses temas para tentar normalizar a lista, mas os efeitos práticos nas empresas não vão ser tão fortes“, disse.

Segundo ele, a discussão deve ganhar força no ambiente político brasileiro. “Eu acredito que o impacto dessa nova lista é menos efeito de dinheiro e mais efeito político, porque isso acaba sendo argumento tanto da direita quanto da esquerda para justificar a campanha eleitoral“, afirmou.

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Na avaliação do analista, a adaptação das empresas ao longo dos últimos meses reduz o risco de perdas expressivas para o setor produtivo. “O efeito prático financeiro não vai ser representativo, porque as empresas tiveram tempo suficiente para redirecionar mercados e não sofrer um novo processo de tarifa como o que está acontecendo agora“, concluiu.

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