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Tarifas do Trump

O detalhe da tarifa dos EUA que ainda preocupa o agronegócio brasileiro; veja

Publicado 17/07/2026 • 13:24 | Atualizado há 49 minutos

KEY POINTS

  • A ampliação da lista de produtos brasileiros livres da nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos trouxe algum alívio ao agronegócio.
  • O setor avalia que a medida continua preocupando, já que importantes mercadorias permaneceram sujeitas à sobretaxa.
  • O avanço nas exceções reduz parte dos impactos, mas não elimina os riscos para segmentos estratégicos.
Agronegócio

Foto: Magnific

O detalhe da tarifa dos EUA que ainda preocupa o agronegócio brasileiro veja

A ampliação da lista de produtos brasileiros livres da nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos trouxe algum alívio ao agronegócio. Mesmo assim, o setor avalia que a medida continua preocupando, já que importantes mercadorias permaneceram sujeitas à sobretaxa e podem gerar prejuízos em um dos principais mercados de exportação do Brasil.

Na avaliação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o avanço nas exceções reduz parte dos impactos, mas não elimina os riscos para segmentos estratégicos.

Leia também: Tarifaço: governo corre para socorrer agronegócio com crédito de R$ 9 bilhões

Sobretaxa americana

Segundo a CNA, a nova relação divulgada pelo governo americano passou a contemplar 2.126 linhas tarifárias, incluindo itens como pescados, mel e café solúvel. Com essa ampliação, cerca de 63,5% do valor das exportações do agronegócio brasileiro destinadas aos Estados Unidos ficará fora da tarifa adicional de 25%.

Por outro lado, produtos relevantes para a pauta exportadora brasileira continuam sujeitos à cobrança. Madeira, arroz, açúcar, ovos e uvas seguem na lista de mercadorias afetadas e, juntas, movimentaram aproximadamente US$ 4,6 bilhões em exportações para o mercado americano em 2025.

Preocupação no agronegócio dos EUA

Apesar da nova onda de taxas afetar diretamente os países parceiros dos EUA, especialistas americanos enfatizam que o país está em alerta sobre alguns setores do agronegócio. Segundo o relatório Farm Bureau Federation (AFBF), os prejuízos dos produtores americanos devem aumentar em praticamente todos os setores do agronegócio.

No milho, a perda média estimada sobe de US$ 131 para US$ 167 (a cada 0,4 hectare). Na soja, passa de US$ 80 para US$ 138; no trigo, de US$ 114 para US$ 145; e, no algodão, de US$ 342 para US$ 406. Além disso, itens como arroz, aveia, cevada e amendoim também devem continuar operando abaixo da normalidade.

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Crise no mercado americano

Enquanto impõem novas barreiras comerciais, os próprios produtores rurais dos Estados Unidos enfrentam um cenário econômico desafiador. A AFBF, uma das principais entidades do setor agrícola americano, estima que os produtores de grãos e fibras acumulem US$ 32 bilhões em perdas no próximo ano (R$ 162,9 bilhões).

A organização atribui esse cenário à combinação de inflação elevada, preços baixos das commodities e aumento dos custos de produção.

Leia também: Ex-embaixador defende resposta proporcional do Brasil a tarifas dos EUA e alerta para pior crise bilateral em 200 anos

Tarifas no agronegócio pressionam produtores dos dois países

Enquanto parte do agronegócio brasileiro ainda tenta calcular os efeitos da nova tarifa americana, produtores dos Estados Unidos também enfrentam um cenário econômico desafiador. Especialistas apontam que a combinação de inflação elevada, custos de produção e preços baixos das commodities continua reduzindo a rentabilidade no campo.

Com isso, além dos impactos sobre as exportações brasileiras, o cenário também preocupa, já que o próprio agronegócio dos Estados Unidos atravessa um período de dificuldades. Com custos de produção elevados, prejuízos e preços mais baixos das commodities, produtores americanos também devem sentir os efeitos da nova sobretaxa.

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