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Tecnologia barata, como drones, redefine guerras e pressiona superpotências
Publicado 30/03/2026 • 18:28 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 30/03/2026 • 18:28 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
A tecnologia tem sido o mote central das guerras atuais, promovendo um cenário de desequilíbrio econômico para as superpotências devido ao baixo custo de armamentos como os drones, disse Marco Túlio Delgobo Freitas, doutor pela Escola de Comando e Estado Maior do Exército Brasileiro, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
O especialista explicou que o uso de equipamentos baratos desafia as defesas tradicionais de alto custo financeiro: “É interessante pegarmos essa perspectiva de que para abater um drone Shahed você precisa de dois mísseis Patriot que custam mais ou menos US$ 4 milhões (R$ 21 milhões) cada unidade. E para a interceptação ser completa, você precisa de dois mísseis desses. Então é extremamente interessante observar essa discrepância”.
Entretanto, Marco ressaltou que sistemas específicos conseguem mitigar esse prejuízo financeiro direto nas operações de defesa. “Quando você observa sistemas de defesa como o Iron Dome, esse desequilíbrio econômico volta para um patamar de equilíbrio. No caso de Israel utilizando o Iron Dome, que custa US$ 40.000 (R$ 210.000) o disparo, esse desequilíbrio não persiste tanto”, comparou.
Sobre a estratégia militar no Irã, o estudioso pontuou que a campanha aérea, embora vitoriosa em eliminar lideranças, acabou fortalecendo alas mais radicais. “Hoje parece, através de suas ações, que quem está comandando o Irã é a Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC). A partir desse cenário, fica cada vez mais difícil realizar uma campanha aérea voltada para desarmar essa bomba extremista e fica mais evidente a necessidade de atacar por via terrestre alvos mais robustos”, analisou.
A análise indica que uma invasão terrestre, embora complexa geograficamente, pode se tornar inevitável para forçar negociações que o bombardeio sozinho não alcança. “A ideia de mudança de regime via bombardeio aéreo está muito longe de se concretizar. Haverá elementos de componente terrestre para que finalmente algumas lideranças, principalmente militares do Irã, venham a negociar com os Estados Unidos”, afirmou.
Quanto às movimentações no Golfo, o especialista acredita em operações específicas conduzidas pelos Estados Unidos em ilhas estratégicas como a de Carg. “Através de componentes aerotransportados, como a 82ª Divisão norte-americana e a unidade expedicionária dos fuzileiros realizando desembarque anfíbio, é factível o começo da entrada do componente terrestre dentro dessa guerra”.
Por fim, ele alertou que o sucesso de tais manobras depende de um esforço internacional que ainda encontra resistência entre aliados históricos. “Haverá uma necessidade de desdobramento de navios de guerra muito grande. É por isso que Trump tem pedido a ajuda dos europeus. Só que eles estão muito reticentes em enviar suas tropas para abrir, principalmente, o Estreito de Ormuz, que não é uma tarefa tão fácil”.
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