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G7 promete agir para conter crise energética e volatilidade do petróleo em meio à guerra no Oriente Médio
Publicado 30/03/2026 • 18:00 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 30/03/2026 • 18:00 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
Os ministros de Finanças e Energia do G7 declararam nesta segunda-feira (30) que estão prontos para “tomar todas as medidas necessárias” para garantir a estabilidade do mercado global de energia, afetado pelos desdobramentos da guerra no Oriente Médio.
O conflito provocou a quase paralisação do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto da produção mundial de petróleo, elevando os preços e causando interrupções nas cadeias de abastecimento. As principais referências do petróleo operavam acima de US$ 100 (R$ 523,00) o barril.
Em comunicado divulgado após reunião por videoconferência, sob presidência da França, o grupo afirmou que atuará em coordenação com parceiros para preservar a segurança e o funcionamento do mercado energético.
Os ministros de Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido reiteraram o compromisso com mercados de energia “estáveis, transparentes e bem funcionantes”, além de apoiar iniciativas para garantir oferta adequada de petróleo e gás.
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O grupo também mencionou as opções da Agência Internacional de Energia (AIE) para gerenciar a demanda, conforme as condições de cada país, com o objetivo de reduzir a volatilidade e equilibrar o mercado.
Em 19 de março, a AIE informou que seus membros começaram a liberar estoques estratégicos de petróleo, com previsão de disponibilizar 426 milhões de barris ao mercado.
O ministro francês da Economia, Roland Lescure, destacou que os impactos variam entre os países do G7, envolvendo problemas de abastecimento, preços, inflação e riscos econômicos e financeiros.
A reunião contou também com a participação de bancos centrais, além de organismos internacionais como AIE, OCDE, FMI e Banco Mundial, reforçando a articulação global diante da crise.
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Siga o Times | CNBCO G7 voltou a defender que os países evitem restrições injustificadas às exportações de energia, ressaltando a necessidade de ação internacional coordenada e de fluxos comerciais seguros e contínuos.
Alguns governos já adotam medidas para mitigar os efeitos da crise. A Índia, por exemplo, anunciou taxas sobre exportações de diesel e querosene para garantir o abastecimento interno.
Na França, o governo anunciou apoio de cerca de 70 milhões de euros a setores como pesca, agricultura e transporte, inicialmente restrito ao mês de abril.
O presidente do grupo patronal CPME defendeu a ampliação dessas medidas, enquanto Lescure ponderou que ações generalizadas podem ter alto custo e baixa eficácia.
O comunicado também destaca que os bancos centrais do G7 seguem “firmemente determinados” a manter a estabilidade de preços e a resiliência do sistema financeiro.
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Segundo o texto, eventuais ajustes na política monetária, incluindo mudanças nos juros, dependerão da evolução de indicadores como inflação e atividade econômica, diante do impacto dos preços de energia.
Na sexta-feira anterior, ministros das Relações Exteriores do grupo já haviam reforçado a necessidade de restabelecer a livre e segura navegação no Estreito de Ormuz.
Um encontro de chefes de Estado e de governo do G7 está previsto para ocorrer em Évian, em meados de junho.
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