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‘Todos os caminhos levam a preços mais altos e crescimento mais lento’, alerta especialista sobre a guerra com o Irã
Publicado 07/04/2026 • 07:56 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 07/04/2026 • 07:56 | Atualizado há 7 meses
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Inflação mais alta e crescimento mais fraco são inevitáveis para a economia global como consequência da guerra com o Irã.
Inflação mais alta e crescimento mais fraco são inevitáveis para a economia global como consequência da guerra com o Irã, alertou na segunda-feira (06) a chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), enquanto a instituição se prepara para revisar para baixo suas projeções.
“Todos os caminhos agora levam a preços mais altos e crescimento mais lento”, disse a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, à Reuters em uma entrevista na noite de segunda-feira.
Antes da guerra, o FMI previa divulgar uma leve revisão para cima em sua projeção de crescimento global, de 3,3% em 2026 e 3,2% em 2027, segundo Georgieva.
No entanto, essas expectativas foram frustradas, já que o conflito com o Irã provocou ondas de choque na economia global que dificilmente desaparecerão tão cedo, mesmo que a guerra seja rapidamente resolvida.
O ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, há seis semanas, provocou um impacto significativo na oferta de energia, já que o fechamento efetivo do Estreito de Ormuz — um corredor marítimo vital — paralisou o tráfego naval no Golfo.
O transporte pelo importante corredor marítimo voltou gradualmente, com oito petroleiros transitando na segunda-feira, em comparação com uma média de menos de dois por dia em março, segundo a S&P Global Market Intelligence.
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Siga o Times | CNBCAinda assim, os volumes de tráfego permanecem em uma fração dos níveis pré-guerra, com uma média de 20 milhões de barris de petróleo bruto e derivados transitando diariamente em 2025.
A oferta global de petróleo foi reduzida em 13%, de acordo com o FMI, enquanto danos severos também atingiram outras cadeias críticas de suprimento. Georgieva alertou que os países mais pobres, sem reservas suficientes, serão os mais afetados.
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“Estamos em um mundo de incerteza elevada”, acrescentou, citando tensões geopolíticas, avanços tecnológicos, choques climáticos e mudanças demográficas. “Tudo isso significa que, depois de nos recuperarmos deste choque, precisamos manter os olhos abertos para o próximo.”
A dupla ameaça de preços mais altos e crescimento mais lento está alimentando temores de um retorno à “estagflação” entre consumidores, líderes empresariais e formuladores de políticas. Espera-se que a guerra com o Irã domine as discussões nas reuniões de primavera do Banco Mundial e do FMI na próxima semana, com Georgieva apresentando um discurso na quinta-feira.
“Em termos de direção, é estagflação”, disse Mark Zandi, economista-chefe da Moody’s Analytics. “É inflação mais alta e crescimento econômico mais fraco como resultado de políticas — políticas tarifárias e de imigração.”
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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