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Trump ameaça presidente interina da Venezuela: ‘pagará preço alto’
Publicado 04/01/2026 • 15:59 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 04/01/2026 • 15:59 | Atualizado há 5 meses
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Reprodução/YouTube - CNBC
Donald Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste domingo (4) que a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, pagará ‘um preço alto’ se ‘não fizer a coisa certa’.
“Se não fizer o que é certo, vai pagar um preço muito alto, provavelmente maior do que o de Maduro”, disse Trump à revista The Atlantic em uma breve entrevista por telefone.
Mais cedo, em entrevista à emissora americana CBS News, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o governo americano irá trabalhar com as atuais lideranças da Venezuela se tomarem “as decisões certas”.
“Vamos julgar tudo pelo que fizerem, e vamos ver o que fazem”, disse Rubio no programa Face the Nation. “Eu sei o seguinte: se não tomarem as decisões certas, os EUA manterão diversas ferramentas de pressão para garantir a proteção dos nossos interesses”, acrescentou.
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Ao ser questionado sobre a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, o chefe da diplomacia americana lembrou “os objetivos” americanos e assegurou que Washington irá “ver o que vai acontecer”. O Tribunal Supremo da Venezuela determinou que Rodríguez assuma a presidência, após a captura de Maduro.
“Queremos que o narcotráfico cesse. Não queremos ver mais gangues chegando ao nosso território. Queremos que a indústria do petróleo não beneficie piratas e adversários dos EUA, e sim o povo”, insistiu Rubio. Para o secretário de Estado americano, não era possível trabalhar com Nicolás Maduro. “Trata-se de alguém que nunca respeitou nenhum dos acordos que firmou” e a quem “oferecemos, em várias ocasiões, a possibilidade de deixar o poder”, prosseguiu.
Questionado sobre o envio de tropas americanas em solo venezuelano, o secretário de Estado descreveu isto como uma “obsessão da opinião pública”, mas, ao mesmo tempo, disse que o governo Trump não descarta a opção.
O republicano apontou que o governo americano manteria uma “quarentena” militar em torno da Venezuela para impedir que petroleiros sujeitos a sanções dos EUA entrassem e saíssem do país, para exercer pressão sobre a nova liderança local.
“Essa medida permanece em vigor e representa uma enorme pressão que continuará existindo até que vejamos mudanças, não apenas para promover o interesse nacional dos EUA, que é a prioridade número um, mas também para levar a um futuro melhor para o povo da Venezuela“, disse ele durante a entrevista.
O secretário de Estado apontou também que é preciso melhorar a capacidade de extração de petróleo da Venezuela. “É óbvio que eles não têm capacidade para reativar essa indústria”, disse ele. “Eles precisam de investimento de empresas privadas que só investirão sob certas garantias e condições.”
A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, que se tornou presidente interina no sábado (3), impressionou o governo Trump por conta de sua gestão das reservas de petróleo da Venezuela, segundo informações do The New York Times. As pessoas envolvidas nas discussões disseram que intermediários convenceram Washington de que ela protegeria e promoveria futuros investimentos energéticos americanos no país.
Após a economia da Venezuela suportar um terrível colapso de 2013 a 2021, Delcy liderou uma reforma favorável ao mercado que havia proporcionado uma aparência de estabilidade econômica antes da campanha militar dos EUA que resultou na captura de Maduro. Sua privatização de ativos estatais e a política fiscal relativamente conservadora deixaram a Venezuela melhor preparada para resistir ao bloqueio do governo de Trump, de petroleiros sancionados carregando petróleo, o sustento econômico do país.
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Seguir no GoogleDurante a entrevista, Rubio também apontou que as discussões sobre a realização de eleições na Venezuela eram “prematuras”, com Washington focado em garantir que a liderança remanescente em Caracas implemente mudanças políticas.
“Tudo isso, eu acho, é prematuro neste momento”, destacou Rubio. “O que nos interessa agora são todos os problemas que tínhamos quando Maduro estava no poder. Ainda temos esses problemas que precisam ser resolvidos. Vamos dar às pessoas a oportunidade de lidar com esses desafios e esses problemas“, disse ele.
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