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Trump critica possível alta dos juros e defende cortes pelo Fed
Publicado 07/06/2026 • 20:30 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 07/06/2026 • 20:30 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: AFP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a se posicionar contra uma eventual elevação das taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed), afirmando que a economia americana não necessita de uma política monetária mais restritiva neste momento.
Em entrevista ao programa “Meet the Press”, da NBC News, Trump elogiou Kevin Warsh, atual presidente do banco central americano, mas reiterou sua visão de que os juros deveriam ser reduzidos para impulsionar ainda mais o crescimento econômico.
“Kevin é extraordinário e tomará as decisões que considerar adequadas”, afirmou o presidente. “Mas não vejo motivos para aumentar os juros.”
As declarações ocorreram após a divulgação dos dados de emprego de maio nos Estados Unidos. O relatório mostrou a criação de 172 mil vagas de trabalho, enquanto a taxa de desemprego permaneceu estável, reforçando a percepção de resiliência da economia americana.
O desempenho do mercado de trabalho levou parte dos investidores a considerar a possibilidade de o Fed adotar uma postura mais cautelosa em relação aos juros, avaliando riscos inflacionários e o ritmo da atividade econômica.
Para Trump, entretanto, os números positivos deveriam servir de argumento para estimular a economia, e não para restringi-la.
Durante a entrevista, Trump argumentou que aumentos nas taxas de juros podem prejudicar empresas, investimentos e o crescimento econômico.
Segundo ele, momentos de forte atividade econômica costumam gerar receio nos mercados justamente pela expectativa de aperto monetário por parte do Federal Reserve.
“O país está indo bem e não deveríamos penalizar esse sucesso”, afirmou. “Na minha visão, o correto seria reduzir os juros.”
A posição de Trump não é nova. Ao longo de seus mandatos, o presidente frequentemente criticou dirigentes do Fed quando discordou das decisões de política monetária.
No passado, ele pressionou publicamente o então presidente do banco central, Jerome Powell, a reduzir os juros e chegou a fazer críticas contundentes à condução da autoridade monetária.
Powell, por sua vez, defendeu reiteradamente a independência do Federal Reserve, afirmando que as decisões da instituição devem ser tomadas com base em análises econômicas e no interesse público, sem interferência política.
No início do ano, Trump declarou que Kevin Warsh não teria sido sua escolha para liderar o Fed caso defendesse aumentos nas taxas de juros.
Apesar disso, o presidente ressaltou novamente durante a entrevista que respeita a autonomia de Warsh para conduzir a política monetária.
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Seguir no GoogleAs discussões sobre juros acontecem em um momento de atenção redobrada aos preços de energia. Desde o início do conflito envolvendo o Irã, as cotações internacionais do petróleo e do gás natural registraram forte volatilidade.
Embora tenham recuado em relação aos picos recentes, os preços continuam acima dos níveis observados antes do conflito, alimentando preocupações sobre possíveis pressões inflacionárias na economia americana.
Na sexta-feira (5), os principais índices de Wall Street encerraram o pregão em queda, refletindo a avaliação de parte dos investidores de que um mercado de trabalho aquecido pode reduzir a margem para cortes de juros no curto prazo.
Nos Estados Unidos, a definição da taxa básica de juros não depende exclusivamente do presidente do Federal Reserve. A decisão é tomada pelo Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), formado por 12 integrantes, que analisam indicadores econômicos como inflação, emprego, atividade econômica e condições financeiras antes de definir os rumos da política monetária.
Mesmo defendendo uma redução dos juros, Trump afirmou confiar na condução de Warsh e voltou a argumentar que uma política monetária mais flexível poderia acelerar ainda mais o crescimento da economia americana.
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