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Trump desafia imprensa e Justiça após CNN, Politico e MS NOW processarem governo

Publicado 21/09/2026 • 17:28 | Atualizado há 1 dia

KEY POINTS

  • CNN, Politico e MS NOW acionaram a Justiça após jornalistas dos veículos serem impedidos de entrar na Casa Branca.
  • Trump afirmou que pretende recorrer caso a decisão judicial seja desfavorável ao governo.
  • A ação judicial questiona as restrições de acesso com base na proteção constitucional à liberdade de imprensa.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta segunda-feira (21) a CNN, a Politico e a MS NOW após os três veículos ingressarem com uma ação judicial contra a decisão da Casa Branca de restringir o acesso de seus jornalistas ao governo.

Em publicação na Truth Social, Trump classificou os veículos como “Fake News” e afirmou que pretende recorrer caso a Justiça decida contra o governo. Segundo o presidente, os meios de comunicação publicam reportagens “falsas e difamatórias” e, em alguns casos, colocariam a segurança nacional em risco.

“A CNN, a Politico e a MSNOW (anteriormente conhecida como MSDNC!) entraram com uma ação para obter acesso à Casa Branca e ao seu presidente, EU!”, escreveu Trump.

O presidente também criticou o juiz responsável pelo caso, Tim Kelly, ao mencionar uma decisão anterior favorável ao jornalista Jim Acosta. Trump destacou que Kelly foi nomeado por ele durante seu primeiro mandato.

“Eles escolheram um ótimo juiz para eles, um homem que decidiu a favor de Jim Acosta, que agora parece ter desaparecido do planeta. O nome do juiz é Tim Kelly e, infelizmente, ele foi nomeado pelo ‘TRUMP’”, escreveu.

Trump afirmou que pretende recorrer caso a decisão seja desfavorável ao governo.

“Quase sem dúvida, como sempre, vamos recorrer, porque pessoas e publicações de Fake News que escrevem apenas negativamente e que violam nossa segurança nacional ao publicar histórias falsas e difamatórias, com fontes desconhecidas, não deveriam ter acesso ao escritório mais importante de qualquer lugar do mundo”, afirmou.

A disputa judicial começou depois que jornalistas da CNN, Politico e MS NOW foram impedidos de entrar na Casa Branca no sábado (19). A restrição havia sido anunciada por Trump na sexta-feira (18), quando o presidente acusou os três veículos de publicar o que classificou como “ficção” e “mentiras” sobre seu governo.

Na ação, os veículos argumentam que a medida viola a liberdade de imprensa prevista na Constituição dos Estados Unidos.

“Essa proibição não poderia representar um ataque mais direto à Primeira Emenda nem uma violação mais flagrante de nossos princípios constitucionais mais fundamentais”, afirma a petição.

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Ao anunciar a restrição, Trump também havia indicado que outros veículos poderiam ser submetidos a medidas semelhantes.

“Outros veículos de notícias falsas virão em seguida”, escreveu o presidente na ocasião.

Na publicação desta segunda-feira, Trump voltou a defender a decisão e questionou por que deveria conceder acesso à Casa Branca a organizações que, segundo ele, fazem cobertura negativa de seu governo.

“Por que eu deveria dar ‘acesso’ a essas pessoas? Talvez o juiz Kelly possa explicar isso”, escreveu.

Trump também afirmou que a imprensa não teria credibilidade e relacionou a questão ao resultado das eleições presidenciais. Na publicação, declarou ter vencido os sete estados-pêndulo, o voto popular, o Colégio Eleitoral por 312 a 226 e “os condados de toda a América por 86%”.

Essas afirmações foram apresentadas pelo próprio presidente na Truth Social e não foram verificadas de forma independente no material fornecido.

A disputa coloca a Casa Branca e três organizações de imprensa em um debate sobre os critérios de acesso de jornalistas às atividades presidenciais e os limites da autoridade do governo para restringir a presença de determinados veículos.

Trump encerrou a publicação afirmando que considera a imprensa crítica uma ameaça aos interesses americanos.

“A FAKE NEWS É UMA AMEAÇA À DEMOCRACIA, e farei o que for necessário para garantir que os EUA prosperem”, escreveu.

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