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Trump diz não precisar de produtos do Canadá e defende tarifas para atrair fábricas aos EUA
Publicado 02/09/2026 • 18:07 | Atualizado há 31 minutos
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Publicado 02/09/2026 • 18:07 | Atualizado há 31 minutos
KEY POINTS
Foto: AFP
O CEO da World Liberty Financial, ligada a Trump, afirmou que a empresa oferece utilidade real e opera de forma independente de influência.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender o uso de tarifas sobre produtos canadenses como forma de estimular a transferência de fábricas, investimentos e empregos para o território americano. Em conversa com jornalistas nesta tarde, Trump afirmou que o Canadá se beneficiou durante décadas de desequilíbrios na relação comercial entre os dois países.
Entre os setores citados pelo presidente está o automobilístico. Segundo Trump, o Canadá teria retirado dos Estados Unidos cerca de 20% da indústria de carros. Para ele, a aplicação de tarifas ajudaria a reverter esse cenário e reduziria o incentivo para que montadoras mantenham a produção de veículos no país vizinho.
Trump afirmou que a política não representa uma ofensiva contra o Canadá, mas uma tentativa de corrigir o que considera uma relação comercial desigual. “Não temos nada contra o Canadá, mas não queremos que carros sejam feitos lá”, declarou.
O presidente americano também disse que os Estados Unidos possuem recursos suficientes para diminuir a dependência de produtos canadenses. “Não precisamos de nada do que o Canadá tem; temos petróleo, gás e madeira aqui”, afirmou.
Leia mais: Banco do Canadá avalia impacto das tarifas de Trump antes de decidir sobre juros
A disputa comercial entre os dois países ganhou novos capítulos nas últimas semanas. Autoridades do Canadá adotaram medidas de retaliação às tarifas americanas, enquanto algumas províncias canadenses chegaram a ameaçar restringir o fornecimento de energia, madeira e minerais críticos aos Estados Unidos.
Trump também criticou o que considera falta de reciprocidade entre os mercados dos dois países. Segundo ele, empresas canadenses encontram poucas restrições para atuar nos Estados Unidos, enquanto companhias americanas enfrentam obstáculos para operar no Canadá.
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Siga o Times | CNBCComo exemplo, o presidente mencionou a fabricante de aeronaves Bombardier. Trump afirmou que a empresa canadense acabou se tornando uma concorrente no mercado americano, apesar de, segundo ele, os Estados Unidos manterem seu mercado aberto. Ele também questionou as regras canadenses para o setor financeiro e afirmou que bancos americanos não teriam permissão para entrar livremente no mercado do país vizinho.
Leia mais: Trump defende produção de carros nos EUA e acusa Canadá de “roubar” o país
Durante os comentários, Trump voltou a adotar um discurso de defesa de interesses nacionais e citou também mudanças em nomes geográficos que, segundo ele, foram feitas porque seu governo “luta pela América”. Entre os exemplos mencionados pelo presidente estão alterações relacionadas ao Lago Ontário e ao Golfo do México.
Trump ainda abordou a disputa internacional por investimentos e afirmou que o Canadá poderia se beneficiar de incentivos fiscais. Na avaliação do presidente, os Estados Unidos deveriam seguir estratégia semelhante para atrair novamente para o país parte da indústria do entretenimento.
A declaração reforça a estratégia de Trump de utilizar tarifas e incentivos econômicos como instrumentos para estimular a produção doméstica e pressionar parceiros comerciais a ampliar o acesso de empresas americanas aos seus mercados.
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