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Trump publica montagem racista de Barack e Michelle Obama como macacos
Publicado 06/02/2026 • 13:18 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 06/02/2026 • 13:18 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Trump publica montagem racista de Barack e Michelle Obama
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nesta sexta-feira (6) um vídeo na rede social Truth Social que retrata o ex-presidente Barack Obama e sua esposa, Michelle Obama, como macacos.
O vídeo repete alegações falsas de fraude eleitoral na eleição presidencial de 2020, vencida por Joe Biden. Ao final do clipe, com cerca de um minuto de duração, os rostos dos Obamas aparecem sobrepostos aos corpos de macacos por aproximadamente um segundo, ao som da música The Lion Sleeps Tonight. O casal não tem qualquer relação com a suposta “denúncia” apresentada no vídeo.
Apesar de racismo ser crime inafiançável e imprescritível no Brasil, com penas de 2 a 5 anos de reclusão, nos Estados Unidos não é interpretado como ato criminoso, pois a “Primeira Emenda” protege a liberdade plena de expressão, permitindo atos que seriam criminosos no Brasil.
Em nota enviada à imprensa, a Casa Branca rejeitou as críticas e classificou a reação negativa como “indignação falsa”. A secretária de Imprensa, Karoline Leavitt, afirmou que se trata de “um meme da internet” que retrata Trump como o “Rei da Selva” e os democratas como personagens de O Rei Leão.
Segundo Leavitt, a imprensa deveria “parar com a indignação artificial” e concentrar a cobertura em temas considerados relevantes para o público americano.
As acusações de fraude eleitoral em 2020 foram analisadas por tribunais estaduais e federais dos Estados Unidos, além de autoridades eleitorais e do Departamento de Justiça, que não encontraram evidências de irregularidades capazes de alterar o resultado da eleição. Mais de 60 ações judiciais movidas por aliados de Trump foram rejeitadas.
A Dominion, citada repetidamente em teorias de fraude, processou veículos de comunicação e figuras públicas por difamação. Em 2023, a Fox News fechou um acordo de US$ 787,5 milhões para encerrar um desses processos, após a divulgação de informações consideradas falsas sobre a empresa.
Mesmo após as decisões judiciais, Trump segue afirmando que houve problemas no pleito e tem usado o tema como parte central de sua retórica política.
Desde o início de seu segundo mandato, Trump tem intensificado o uso de imagens e vídeos gerados por inteligência artificial em suas redes sociais, frequentemente para exaltar sua imagem ou ridicularizar adversários políticos.
Em 2025, o presidente publicou um vídeo criado por IA que mostrava Barack Obama sendo preso no Salão Oval. Meses depois, divulgou um clipe manipulado do líder democrata na Câmara, Hakeem Jeffries, com acessórios caricatos. Jeffries classificou a imagem como racista à época.
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