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Mundo

EUA e China negociam em Paris com expectativas baixas antes de cúpula Trump-Xi no final de março

Publicado 15/03/2026 • 12:20 | Atualizado há 29 minutos

KEY POINTS

  • EUA e China abriram nova rodada de negociações em Paris para revisar a trégua comercial de Busan e preparar a cúpula Trump-Xi prevista para o fim de março em Pequim.
  • Secretário do Tesouro Scott Bessent e vice-premier chinês He Lifeng lideram as conversas na sede da OCDE com foco em tarifas, terras-raras e exportações agrícolas.
  • Guerra entre EUA e Israel contra o Irã e novas investigações comerciais da Seção 301 adicionam tensão às negociações entre as duas maiores economias do mundo.
Scott Bessent

Yuri Gripas/AP Photos

Secretário do Tesouro Scott Bessent e vice-premier chinês He Lifeng lideram as conversas na sede da OCDE com foco em tarifas, terras-raras e exportações agrícolas

Altos funcionários econômicos dos EUA e da China se reuniram neste domingo em Paris para uma nova rodada de negociações comerciais, com o objetivo de consolidar a trégua vigente e abrir caminho para o encontro entre o presidente Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping, previsto para o fim de março em Pequim.

As conversas têm lugar na sede da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico e são lideradas pelo secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, e pelo vice-premier chinês He Lifeng. O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, também participa das discussões.

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Agenda carregada, avanços incertos

A pauta inclui a revisão das tarifas americanas sobre produtos chineses, o fluxo de minerais de terras-raras e ímãs produzidos na China para compradores americanos, os controles de exportação de tecnologia de ponta dos EUA e as compras chinesas de produtos agrícolas americanos.

Analistas, porém, trabalham com expectativas contidas. “Ambos os lados têm, creio eu, o objetivo mínimo de realizar uma reunião que mantenha as coisas unidas e evite uma ruptura e reescalada das tensões”, disse Scott Kennedy, especialista em economia chinesa do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais de Washington.

Kennedy avalia que há grande chance de uma cúpula que “superficialmente sugere progresso, mas que na prática deixa as coisas onde estavam nos últimos quatro meses”.

A trégua de Busan sob revisão

As negociações de Paris partem da trégua comercial firmada por Trump e Xi em outubro de 2025, em Busan, na Coreia do Sul. O acordo reduziu as tarifas americanas sobre importações chinesas, pausou por um ano os controles de exportação de terras-raras impostos pela China e suspendeu a expansão de uma lista negra americana de empresas chinesas impedidas de comprar tecnologia dos EUA.

A China também se comprometeu a comprar 12 milhões de toneladas métricas de soja americana na safra de 2025 e 25 milhões de toneladas na de 2026. Bessent afirmou que Pequim tem cumprido esses compromissos até agora.

O ponto de atrito mais visível está nas terras-raras. Enquanto alguns setores recebem exportações chinesas normalmente, empresas americanas de aeroespacial e semicondutores enfrentam escassez crescente de materiais como o ítrio, usado em revestimentos resistentes ao calor em motores a jato.

Guerra no Irã complica o cenário

O conflito entre EUA, Israel e Irã deve entrar na pauta de Paris, especialmente pela pressão que exerce sobre os preços do petróleo e pelo fechamento do Estreito de Ormuz. A China depende da rota para 45% de seu abastecimento de petróleo.

Na quinta-feira, Bessent anunciou uma isenção de 30 dias nas sanções para permitir a venda de petróleo russo retido em navios-tanque, medida destinada a ampliar a oferta global. Com a atenção de Washington voltada para o conflito no Oriente Médio, as perspectivas de um avanço comercial expressivo em Paris ou na cúpula de Pequim ficam ainda mais estreitas.

Novas investigações adicionam tensão

Greer e Bessent chegam a Paris carregando um novo irritante: investigações abertas sob a Seção 301 da legislação comercial americana contra a China e outros 15 parceiros comerciais, por alegadas práticas desleais ligadas ao excesso de capacidade industrial. As apurações podem resultar em nova rodada de tarifas em poucos meses.

A China reagiu na sexta-feira, denunciando as investigações e reservando-se o direito de tomar contramedidas. A agência estatal Xinhua classificou as negociações de Paris como “uma oportunidade e um teste” e afirmou que o avanço dependerá da disposição de Washington em adotar uma postura “racional e pragmática”.

Trump e Xi podem se encontrar outras três vezes ao longo do ano, incluindo a cúpula da APEC, em novembro, e o G20, em dezembro, eventos que analistas apontam como janelas com maior potencial para acordos concretos.

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