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Ucrânia e Rússia retomam negociações em Genebra sob pressão dos EUA
Publicado 18/02/2026 • 08:20 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 18/02/2026 • 08:20 | Atualizado há 3 meses
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BEN CURTIS/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO | Wikimedia
Várias rodadas de diálogos não conseguiram fechar um acordo, já que Moscou insiste em exigências territoriais que Kiev descartou.
A Ucrânia e a Rússia retomaram nesta quarta-feira (18) as negociações de paz em Genebra, no segundo dia de conversas mediadas pelos Estados Unidos. O primeiro encontro foi descrito por fontes próximas às delegações como “tenso” e sem avanço concreto sobre o fim da guerra iniciada em fevereiro de 2022.
O chefe da delegação ucraniana, Rustem Umerov, afirmou que as partes trabalham na definição de “parâmetros e mecanismos” discutidos na véspera. O Kremlin declarou que ainda é cedo para comentar o andamento das tratativas.
A guerra da Ucrânia já dura quase quatro anos e é considerada o conflito mais letal em solo europeu desde a Segunda Guerra Mundial.
O principal entrave nas negociações da Ucrânia é o controle da região de Donetsk, no leste do país. Moscou exige que Kyiv reconheça o domínio russo sobre áreas ocupadas, incluindo partes ainda sob controle ucraniano.
A Ucrânia rejeita a proposta e condiciona qualquer acordo a garantias de segurança que impeçam uma nova invasão. O presidente Volodymyr Zelensky afirmou que não aceitará concessões que consolidem ganhos territoriais russos.
Atualmente, a Rússia ocupa cerca de um quinto do território da Ucrânia, incluindo a Crimeia, anexada em 2014.
Leia também: Ucrânia impõe maior recuo à Rússia em 30 meses e recupera território estratégico
Os Estados Unidos intensificaram a pressão diplomática para que a Ucrânia avance em um acordo. O presidente Donald Trump declarou que Kyiv deveria “ir à mesa rapidamente”, defendendo uma solução negociada.
Zelensky afirmou que as reuniões foram difíceis e acusou a Rússia de tentar prolongar o processo. Segundo ele, há risco de que o acordo final reflita mais os interesses de Moscou do que os da Ucrânia.
O enviado americano Steve Witkoff avaliou que o primeiro dia trouxe progresso, mas não detalhou compromissos assumidos.
Leia também: Trump revela os primeiros investimentos do Japão sob novo acordo comercial
Horas antes do início das negociações, a Rússia lançou 126 drones e um míssil balístico contra a Ucrânia, segundo a força aérea ucraniana. Autoridades locais relataram danos a edifícios e ao menos um ferido.
Moscou também afirmou ter assumido o controle de duas vilas nas regiões de Zaporizhzhia e Sumy. Enquanto isso, cerca de 100 mil pessoas seguem sem energia elétrica em Odessa após ataques recentes.
A guerra da Ucrânia já deixou dezenas de milhares de mortos, destruiu cidades inteiras e provocou deslocamento de milhões de civis, mantendo elevado o risco geopolítico na Europa.
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