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Venezuela já foi rica; entenda por que era chamada de “Arábia Saudita” da América do Sul

Publicado 06/01/2026 • 11:00 | Atualizado há 2 dias

KEY POINTS

  • Entre 1950 e 1970, os venezuelanos contavam com alto poder de compra, infraestrutura robusta e estabilidade econômica
  • Antes de apostar quase exclusivamente em petróleo, a Venezuela investia em agricultura e indústria, com café e cacau entre suas principais commodities. 
  • Embora a crise tenha ganhado força em 2007, foi em 2014 que a queda de preço foi mais acentuada e somou-se aos desafios dos primeiros anos do regime político autoritário.
Bandeira da Venezuela

Foto: Unsplash

Bandeira da Venezuela

Entre 1950 e 1970 a realidade era outra, pelo menos para a Venezuela. Isso porque, naquele período, o país estava entre os países mais ricos da América Latina. Sendo assim, os venezuelanos contavam com alto poder de compra, infraestrutura robusta e estabilidade econômica. 

Todos esses elementos foram possíveis graças ao petróleo – motivo pelo qual o país foi apelidado de “Arábia Saudita” da América do Sul. Contudo, ao depender majoritariamente desse recurso, o país entrou em forte declínio a partir de 2007.

A Venezuela antes da crise

Durante os anos 1950, o PIB da Venezuela era um dos maiores do mundo. Segundo a revista Wharton School, da Universidade da Pensilvânia, o país perdia apenas para os Estados Unidos, a Suíça e Nova Zelândia.

Além disso, um índice da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) indica que, nos anos 1970, os venezuelanos eram a população com maior poder de compra da América Latina

Dessa forma, faz sentido que a oferta de empregos também fosse estável naquela época. Na prática, o desemprego na Venezuela era de 10% até 1983. Entre outros elementos, o país tinha o crescimento médio de 4,3% ao ano e tinha uma das menores inflações entre as nações sul-americanas.

A Venezuela já teve altos indicadores econômicos: sua renda per capita superava em várias vezes a de países como Japão e China e era quase o dobro da alemã. Em 2012, o país ocupava a 68ª posição no ranking mundial de PIB per capita. Anos depois, porém, a crise se aprofundou, culminando em uma inflação que chegou a 159% em 2015, a mais alta do mundo.

Em um grande contraste com os dias atuais, em 1976, uma publicação do jornal El País falava que “na Venezuela se vive uma liberdade genuína”. Essa atribuição se dava não apenas pelo estilo de vida dos venezuelanos, mas também pelos imigrantes que chegavam no país, fugindo de outras ditaduras que assolavam a América do Sul naquela época. 

O começo do fim

Antes de apostar quase exclusivamente em petróleo, a Venezuela investia em agricultura e indústria, com café e cacau entre suas principais commodities. 

No entanto, com o tempo, o petróleo era responsável por mais de 90% da receita externa do país. Dentro disso, a Venezuela produzia mais de 3 milhões de barris por dia e era um aliado importante das petroleiras dos Estados Unidos. Porém, o petróleo como estratégia só funcionava enquanto os preços do barril estavam em alta.

Embora a crise tenha ganhado força em 2007, foi em 2014 que a queda de preço foi mais acentuada e somou-se aos desafios dos primeiros anos do regime político autoritário. Dessa forma, em 2019, a produção diária de barris já era de 1,5 milhão por dia, segundo a OPEP

Paralelamente, ao longo dos anos, o serviço público teve grande queda na qualidade, aumentando a desconfiança e insatisfação da população.

No que se refere à desconfiança, mais de 90 funcionários da estatal PDVSA, produtora de petróleo, estavam envolvidos em um caso de corrupção que lavou mais de US$ 1,2 bilhão. Junto a isso, a satisfação dos serviços de saúde e educação caíram de 72% e 82%, respectivamente, para 26% e 41%, entre 2007 e 2018. 

Por fim, há ainda a hiperinflação, que chegou a ultrapassar 1.000.000% ao ano em seu pico, segundo o FMI. Todos esses elementos combinam-se à repressão e violação de direitos humanos na Venezuela

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