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Tech Check: Marcas precisam adaptar conteúdos para serem recomendadas por agentes de IA, afirma sócio da Native

Publicado 22/10/2026 • 21:51 | Atualizado há 49 minutos

KEY POINTS

  • Lucas Pestalozzi, sócio da Native, explica como a migração das buscas para agentes de inteligência artificial cria novas oportunidades para empresas.
  • Bom posicionamento no Google não garante visibilidade em ferramentas como ChatGPT, Gemini e Claude, que exigem informações acessíveis, claras e compreensíveis.
  • Conteúdos legítimos, confiáveis e estruturados ajudam marcas a entrar nas comparações e recomendações feitas por agentes de IA.

A expansão das buscas por meio de inteligência artificial está criando novas oportunidades para empresas que buscam ampliar a visibilidade de suas marcas. A Native fornece tecnologia para ajudar negócios a organizar informações e aumentar as chances de aparecer em respostas de ferramentas como ChatGPT, Gemini e Claude.

Em entrevista ao programa Tech Check, Lucas Pestalozzi, sócio da empresa, afirma que a Native surgiu a partir da percepção de que a mudança nas buscas não se limitava à adaptação de técnicas tradicionais de SEO, sigla para otimização para mecanismos de busca.

O comportamento dos consumidores também estava mudando, com interações cada vez mais concentradas em agentes de inteligência artificial.

“Não era só fazer do mesmo jeito que a gente estava fazendo numa coisa nova. A verdade é que mudou o comportamento das pessoas”.

Essa transformação exige estratégias diferentes das utilizadas para conquistar posições nos resultados do Google. Uma empresa pode ter boa colocação no buscador tradicional e, ainda assim, não aparecer nas respostas dos chatbots.

Para Pestalozzi, a presença nos agentes de IA depende de três pilares: acesso, compreensão e uso. As informações precisam estar disponíveis para os sistemas, organizadas de maneira clara e estruturadas para que possam ser aproveitadas na elaboração das respostas.

“Estar bem posicionado no Google exige um algoritmo e funções bem diferentes do que nos agentes”.

A Native atua na organização dessas informações para que as marcas tenham mais chances de ser consideradas pelos sistemas de inteligência artificial.

O objetivo, segundo Pestalozzi, é permitir que as empresas gerenciem como seus dados e atributos são apresentados durante as interações entre agentes e consumidores.

O executivo também destaca que esse ambiente pode oferecer às marcas novas possibilidades de compreender as buscas e preferências dos usuários.

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A interação entre agentes e fontes de informação pode ajudar as empresas a identificar o que os consumidores procuram e quais características valorizam.

Outra possibilidade é transmitir atributos da marca para os agentes, que podem incorporá-los às respostas apresentadas aos usuários.

“Você consegue passar valores de marca para o agente, que em última instância vai transmiti-los para o usuário”.

A adaptação também passa pela qualidade do conteúdo. Para aumentar a probabilidade de ser utilizado pela inteligência artificial, o material precisa apresentar informações consistentes e confiáveis, com elementos que reforcem sua credibilidade.

“Ele tem que ser legítimo e confiável. Se só você colocou aquela informação, se é uma informação solta e perdida, vai ter pouca credibilidade para a IA. Muito provavelmente, ela vai ignorar”.

A organização do conteúdo deve estar alinhada à estratégia do negócio. Diferentemente de uma busca tradicional, em que o consumidor acessa sites e compara informações por conta própria, os agentes de IA podem reunir dados e apresentar recomendações diretamente na conversa.

Esse modelo pode alterar o processo de compra. Pestalozzi usa como exemplo a escolha de uma televisão: em vez de visitar diferentes sites para comparar preços e características, o consumidor poderá conversar com seu agente, que levará em conta suas preferências e filtrará as opções disponíveis.

“Você vai estar conversando com o seu agente. Uma vez que você escolheu ele, você vai estar falando com ele, você falou da TV, e ele já vai filtrar”, afirma.

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