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Mercado de trabalho segue aquecido e dificulta queda da inflação, analisa economista da FGV
Publicado 29/05/2025 • 12:41 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 29/05/2025 • 12:41 | Atualizado há 1 ano
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A taxa de desocupação no Brasil caiu para 6,6% no trimestre encerrado em abril, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta quinta-feira (29) pelo IBGE.
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC nesta quinta-feira (29), o economista Fernando de Holanda Barbosa Filho, do FGV Ibre, analisou que o mercado de trabalho brasileiro segue aquecido, mesmo com os juros elevados.
O especialista explicou que a taxa de desemprego, a menor da série histórica da PNAD Contínua, indica que “a economia ainda não apresentou sinais de desaceleração” e que a inflação pode continuar pressionada. “O mercado de trabalho não apresenta ainda sinais de deterioração, o que indica que a inflação deve permanecer alta por algum tempo”, disse.
Além da queda na taxa de desocupação, Barbosa Filho apontou que a taxa de subutilização (que inclui trabalhadores subempregados) também recuou, reforçando o cenário aquecido do mercado. “Ela também está em queda, mais uma vez reforçando essa imagem de que o mercado de trabalho continua aquecido”, disse. Ele lembrou que o aumento da taxa no começo do ano foi apenas reflexo da sazonalidade, comum nos primeiros meses.
O economista também comentou o avanço da renda real, que tem crescido cerca de 4% em 12 meses, superando o ritmo da produtividade. “Como o salário está crescendo mais que a produtividade, significa que o nosso mercado de trabalho está aquecido”, explicou. Segundo ele, a produtividade do trabalhador brasileiro vem crescendo pouco, reforçando o descompasso.
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