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Copom mantém Selic em 15% ao ano diante de cenário externo adverso e inflação acima da meta
Publicado 30/07/2025 • 18:46 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 30/07/2025 • 18:46 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, nesta quarta-feira (30), manter a taxa básica de juros (Selic) em 15,00% ao ano. A decisão vem em meio a um ambiente global mais adverso e incerto, marcado por tensões geopolíticas e mudanças na política econômica dos Estados Unidos, sobretudo nas áreas fiscal e comercial.
Leia mais:
“Tarifas de Trump não mudam decisão do Copom no curto prazo”, afirma economista da Suno
Segundo comunicado oficial, o cenário internacional tem pressionado as condições financeiras globais e exigido cautela adicional de países emergentes. No Brasil, embora o crescimento econômico venha moderando conforme o esperado, o mercado de trabalho segue aquecido, e as expectativas de inflação continuam desancoradas, superando a meta para 2025 e 2026.
Inflação e expectativas acima da meta
O Copom avalia que a política monetária precisa permanecer significativamente contracionista por um período prolongado, especialmente diante da persistência inflacionária e das incertezas fiscais e externas. O comitê também segue monitorando os impactos da imposição de tarifas comerciais pelos EUA ao Brasil, anunciadas recentemente, além do andamento da política fiscal doméstica.
Riscos mapeados
Entre os riscos de alta para a inflação, o comitê destaca:
Já os riscos de baixa incluem:
Próximos passos
O Copom sinalizou que, caso o cenário esperado se confirme, a interrupção no ciclo de alta deve continuar, mas ressaltou que eventuais ajustes não estão descartados. A manutenção da Selic, segundo o colegiado, é compatível com a convergência da inflação à meta no horizonte relevante, preservando o equilíbrio entre estabilidade de preços e atividade econômica.
A decisão foi unânime entre os nove membros do comitê, presidido por Gabriel Galípolo.
Ulisses Ruiz de Gamboa, economista do Instituto de Economia Gastão Vidigal, da Associação Comercial de São Paulo (IEGV/ACSP), afirma que “apesar da desaceleração gradual da atividade econômica interna e da valorização do real, que tendem a diminuir a pressão sobre os preços, a inflação acumulada se mantém muito acima da meta anual, num contexto de expansão fiscal, expectativas inflacionárias ainda desancoradas e maiores incertezas externas, derivadas da política comercial norte-americana, justificando uma política monetária mais cautelosa”.
Gamboa conclui: “Em todo caso, também será muito importante considerar o comunicado após a divulgação da resolução do Copom, para avaliar as causas da decisão, se esta foi unânime, e qual o cenário de inflação visualizado pelo Comitê durante o horizonte relevante de política monetária, podendo ser uma sinalização sobre o início da redução dos juros básicos”.
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