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Publicado 16/04/2026 • 12:37 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: divulgação
Ministro do STJ acatou um pedido de habeas corpus e determinou liminarmente a soltura do MC Ryan SP nesta quinta-feira (23).
Uma operação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Militar de São Paulo foi deflagrada na última quarta-feira (15), em diversos estados do país, com o objetivo de desarticular um esquema de movimentação ilegal de valores ligado ao crime organizado.
A operação, chamada Narco Fluxo, teve como foco a lavagem de dinheiro por meio de criptoativos, apostas online e transações financeiras de grande porte.
As investigações apontam que o grupo movimentou mais de R$ 1,6 bilhão, segundo divulgado pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Entre os alvos da operação estão nomes conhecidos nas redes sociais e na música. O funkeiro MC Ryan SP foi preso no litoral paulista, enquanto Poze do Rodo foi detido no Rio de Janeiro. Ambos são populares nas plataformas digitais e acumulam milhões de seguidores.
Outro nome que chamou atenção, segundo divulgado pelo Estadão, foi o de Raphael Sousa Oliveira, responsável pela página “Choquei”, que soma cerca de 27 milhões de seguidores. Ele também foi alvo de prisão temporária.
A lista inclui ainda o empresário Rodrigo Inácio Lima de Oliveira, ligado a uma das maiores produtoras de funk do país, e o influenciador digital Chrys Dias, que possui grande alcance nas redes sociais.
De acordo com as investigações, o grupo utilizava diferentes estratégias para ocultar a origem do dinheiro. Entre os métodos estavam movimentações em espécie, transferências bancárias e operações com criptomoedas, especialmente a moeda digital conhecida como USDT.
Também foi identificada a utilização de plataformas de apostas online como ferramenta para lavar recursos ilícitos.
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A prática envolvia simulações de ganhos e movimentações financeiras que dificultavam o rastreamento pelas autoridades.
Cerca de 200 agentes participaram da ação, cumprindo mandados em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.
Ao todo, a Justiça expediu 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária, dos quais 33 foram cumpridos.
Além das prisões, houve bloqueio de bens e sequestro de ativos que podem chegar a R$ 2,26 bilhões. A medida busca interromper as atividades do grupo e garantir possível ressarcimento aos cofres públicos.
As apurações indicam ligação do esquema com o tráfico internacional de drogas, incluindo movimentações relacionadas a grandes carregamentos de cocaína. Relatórios de inteligência financeira também ajudaram a mapear o fluxo do dinheiro.
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Os investigados podem responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. As defesas dos citados afirmam que irão prestar esclarecimentos e negam irregularidades. A operação segue em andamento, e novos desdobramentos não estão descartados pelas autoridades.
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