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Porto de Santos “se prepara para uma queda” após recorde de toneladas, diz presidente da APS
Publicado 06/08/2025 • 22:27 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 06/08/2025 • 22:27 | Atualizado há 6 meses
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Porto de Santos, no litoral de São Paulo, registrou em julho de 2025 a maior movimentação mensal de cargas da sua história, com mais de 17 milhões de toneladas em um único mês. Em entrevista exclusiva para o Times Brasil – Exclusivo CNBC o presidente da Associação Portuária de Santos, Anderson Pomini, aponta a influência do tarifaço neste recorde.
De acordo com ele, desde o anuncio das tarifas sobre as exportações brasileiras houve uma “corrida das cargas”, com um aumento de mais de 96% de algumas exportações que contribuiu para este volume, mas que o crescimento do agro também foi um fator relevante.
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“Tendo em vista o anúncio do tarifaço, os produtores que já tinham essas cargas prontas, eles correram para entregar para aproveitarem o preço atual, levando em consideração que a tarifa leva em consideração a data da entrada do produto no país”, explicou.
Ele apontou que os produtos mais exportados pelo Porto de Santos para os EUA são carne bovina, de frango, miúdos, café e suco de laranja e que essas exportações para os Estados Unidos representam um pouco mais de 20% de todas as cargas do porto. O principal cliente do Brasil e do porto é a China, representando 60% das exportações.
Além disso, ele aponta que o porto vem se preparando para altas e quedas durante muitos anos por conta da conexão com 200 países e 600 locais de destino que apresentam muitas particularidades e mudanças. “É um porto modular que se adapta justamente a essas oscilações, porque ele precisa se apresentar com eficiência para exportar os produtos e importar os industrializados”.
Ele também explica que esperam uma queda no volume de exportações, a partir de agora. “Da mesma forma que a gente teve a corrida para a entrega das cargas para aqueles produtos que já estavam em condições de entrega, é natural que agora, nesse mês, o porto se prepare para uma queda, principalmente para essas cargas, cujo destino eram os americanos.”
Em relação ao impacto das tarifas nas exportações, ele afirma que não será tão grande pela quantidade exportada para os americanos. “A gente vai ter uma percentagem de redução, em razão do tarifaço, mas isso não impacta no todo, levando em consideração que perto de 70%, um pouco mais de 60%, é destinado para esses outros 200 países, em especial para a Ásia, para a China e para parte da Europa”, finalizou.
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