Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Em carta a ministros da saúde, Padilha diz que restrições a visto são ataque ao papel do Brasil na luta contra o negacionismo
Publicado 19/09/2025 • 21:49 | Atualizado há 5 meses
Economia da Índia cresce em ritmo acima do esperado, com alta de 7,8%
Nintendo aposta em filmes e parques para impulsionar vendas do Switch 2
Block demite 4 mil e troca quase metade da equipe por IA
Stellantis, dona da Jeep, registra primeiro prejuízo anual da história após baixas contábeis ligadas a veículos elétricos
Ações da Nvidia caem 5% apesar dos resultados melhores do que o esperado
Publicado 19/09/2025 • 21:49 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Alexandre Padilha, ministro da Saúde
Fátima Meira/Enquadrar/Estadão Conteúdo
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou em carta enviada aos ministros da saúde das Américas que as restrições impostas pelos Estados Unidos ao seu visto têm como efeito imediato “impedir a plena participação do Brasil em órgãos das Nações Unidas sediados no país”. Classificando a medida como “arbitrária e autoritária”, ele disse que a decisão afronta o direito internacional e busca limitar o papel do Brasil em organismos multilaterais.
Padilha desistiu de viajar para a reunião do Conselho Diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), marcada para o fim do mês em Nova York, após comunicado da Missão dos EUA para a ONU restringir sua circulação. O visto concedido autorizava apenas deslocamentos entre o hotel e a sede da ONU, além de idas a instalações médicas em caso de emergência — condição que, segundo o governo brasileiro, viola o Acordo de Sede da ONU e prejudica o direito do país de apresentar propostas no principal fórum de saúde pública das Américas.
Em nota, o ministério destacou que a decisão não se trata de uma medida contra o titular da pasta, mas contra “o que o Brasil representa na luta contra o negacionismo”. O ministro permanecerá em Brasília para acompanhar a votação da Medida Provisória do programa Agora Tem Especialistas, considerada prioridade de sua gestão.
Leia mais:
Padilha desiste de viagem à ONU após restrições dos EUA e envia carta a ministros da saúde das Américas
Restrição de Trump a Padilha é similar à imposta sobre ministro do Irã; prazo dificulta recurso
Na carta, Padilha ressaltou que o Brasil exerce atualmente a presidência Pro-Tempore do Mercosul e dos BRICS, além de liderar a Coalizão do G20 na Saúde. “É grave que restrições dessa natureza tentem limitar nossa atuação no momento em que o país cumpre papel de liderança internacional”, escreveu.
Ele também defendeu o Sistema Único de Saúde (SUS), que completa 35 anos, lembrando que o Brasil é referência mundial em políticas de acesso universal a antirretrovirais e em campanhas de vacinação em massa. Segundo o ministro, a medida norte-americana inviabiliza negociações com laboratórios e instituições de pesquisa interessadas em investir no país.
Padilha destacou ainda que “a restrição que me foi imposta também compromete a velocidade das negociações com laboratórios internacionais, serviços hospitalares e instituições de pesquisa que buscam investir no Brasil e que podem fortalecer nossa capacidade de oferecer saúde de qualidade aos brasileiros”.
O ministro afirmou que o governo brasileiro “não renunciará à sua soberania” e criticou tentativas de enfraquecimento da OPAS e da OMS. Em tom pessoal, evocou a própria história familiar: lembrou que seu pai viveu exilado nos Estados Unidos durante a ditadura militar brasileira e disse confiar no “espírito democrático da sociedade norte-americana”, apesar do “obscurantismo e negacionismo que paira sobre o país atualmente”.
O episódio ocorre no momento em que o Brasil lidera esforços para consolidar uma rede latino-americana de produção de vacinas, em parceria com Argentina e México, destinada a reduzir custos, gerar renda e ampliar a autonomia da região em saúde pública. Apesar de não viajar, Padilha mantém articulações com a delegação do Ministério da Saúde em Nova York e Washington e reforçará reuniões bilaterais em outras agendas internacionais, como a COP30 em Belém.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Se o Flamengo for reconhecido campeão de 1987, o título pode gerar dinheiro ao clube?
2
FGC volta ao radar após entrada de mais um banco na fila de ressarcimento; o que isso sinaliza para investidores?
3
PF liga Banco BMP a facções criminosas; esquema de lavagem de dinheiro pode chegar a R$ 25 bi
4
Airbnb aposta em IA para atender clientes e promete substituir até 30% do suporte humano
5
Às vésperas de lançamento, Keeta adia estreia no Rio de Janeiro e critica exclusividade do iFood e 99