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Brasil quer ser o primeiro a investir em fundo florestal global; anúncio oficial deve ser feito na ONU
Publicado 20/09/2025 • 09:03 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 20/09/2025 • 09:03 | Atualizado há 7 meses
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Ricardo Stuckert/PR
Brasil lidera adesão ao fundo global de preservação de florestas tropicais.
O Brasil se prepara para ser o primeiro país a confirmar investimento no Tropical Forests Forever Facility (TFFF), mecanismo multilateral criado para financiar a preservação de florestas ameaçadas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve oficializar o aporte na próxima terça-feira (23), em Nova York, durante a Assembleia da ONU. A estratégia busca incentivar outras economias, tanto desenvolvidas quanto emergentes, a aderir ao financiamento climático, tema marcado por divergências entre países.
O governo brasileiro avalia o TFFF como seu principal trunfo diplomático para a COP30, que ocorrerá em novembro, em Belém (PA). Embora o valor ainda não tenha sido divulgado, interlocutores do Planalto indicaram à Reuters que será uma quantia “expressiva”, pensada para estabelecer referência e atrair novos parceiros.
Segundo relatos, o ministro das Finanças da China, Lan Foan, já havia sinalizado ao ministro da Fazenda brasileiro, Fernando Haddad, a intenção de Pequim de participar como um dos primeiros financiadores. A entrada chinesa seria vista como marco relevante, uma vez que o financiamento climático tradicionalmente depende de países desenvolvidos, maiores emissores históricos de gases de efeito estufa.
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Além da China, nações como Reino Unido, França, Alemanha, Noruega, Singapura e Emirados Árabes Unidos também demonstraram apoio inicial ao fundo.
O TFFF foi projetado para movimentar US$ 125 bilhões, combinando aportes soberanos e privados em um fundo patrimonial. A proposta prevê subsídios anuais a países conforme a extensão de suas florestas tropicais preservadas. Para atingir a meta, o plano é levantar US$ 25 bilhões em contribuições iniciais de governos e fundações filantrópicas, mobilizando posteriormente até US$ 100 bilhões de investidores privados.
Diplomatas ouvidos afirmam que o Brasil busca dar o exemplo ao anunciar primeiro seu aporte, mostrando confiança no modelo e sinalizando que está disposto a “colocar seu dinheiro onde sua boca está”, nas palavras de uma das fontes ouvidas pela Reuters.
O valor e o cronograma do investimento ainda são discutidos entre o Ministério da Fazenda e a Presidência, mas a decisão política de contribuir já está tomada. Lula deve viajar a Nova York no domingo (21) para participar da Assembleia e confirmar a iniciativa.
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