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Economia da Índia cresce em ritmo acima do esperado, com alta de 7,8%
Publicado 27/02/2026 • 09:10 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 27/02/2026 • 09:10 | Atualizado há 2 meses
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Via Canva Images
AGRA, ÍNDIA — 10 de abril de 2012: Muitas pessoas na rua na cidade de Agra, estado de Uttar Pradesh, na Índia.
A economia da Índia cresceu a um ritmo mais forte do que o previsto, registrando expansão de 7,8% no trimestre encerrado em dezembro.
Uma pesquisa da Reuters com economistas havia projetado que o Produto Interno Bruto (PIB) de outubro a dezembro cresceria 7,2%. No trimestre anterior, a taxa de crescimento do PIB indiano foi de 8,2%.
O resultado mais recente foi divulgado após o governo reformular o sistema de cálculo da produção econômica para melhorar a precisão.
Em janeiro, o Ministério de Estatística e Implementação de Programas da Índia (MoSPI) introduziu mudanças na série do PIB, nos dados de inflação e de produção industrial para reforçar a qualidade, a credibilidade e a relevância dessas estatísticas para políticas públicas, afirmou em comunicado.
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Como parte das alterações metodológicas, a economia que mais cresce no mundo passará a usar como ano-base do PIB o exercício financeiro de 2023, substituindo o de 2012.
Em um relatório no ano passado, o Fundo Monetário Internacional manifestou preocupação com a precisão dos dados econômicos do governo indiano e atribuiu a eles nota “C”, a segunda pior classificação.
Segundo o FMI, as estatísticas oficiais apresentam limitações, como o uso de “um ano-base desatualizado (2011/12)” e a utilização de índices de preços no atacado e de um único deflator para calcular a inflação, fatores que podem distorcer as medições reais da economia.
“A nova série do PIB vai, em grande medida, responder às preocupações do FMI e, como resultado, esperamos que a avaliação e a classificação deles sobre os dados das contas nacionais da Índia mudem”, disse Saurabh Garg, secretário do MoSPI, em entrevista à imprensa local na quinta-feira.
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No trimestre de dezembro, a economia indiana registrou um aumento seletivo no consumo interno de ouro e automóveis devido à temporada de festividades. No entanto, esse também foi o primeiro trimestre completo em que exportadores indianos sentiram o impacto das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos.
As exportações indianas para os EUA enfrentam essas tarifas desde agosto do ano passado, mas os dois países firmaram um acordo comercial provisório que reduziu a alíquota para 18%.
A situação, porém, se tornou mais complexa depois que a Suprema Corte dos Estados Unidos invalidou grande parte do regime tarifário do presidente Donald Trump na sexta-feira passada. Washington agora aplica uma tarifa global de 10% e ameaçou elevá-la ainda mais.
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A economia da Índia deve crescer 7,4% no ano fiscal encerrado em março de 2026, acima dos 6,5% registrados no exercício anterior, segundo estimativas do governo divulgadas no mês passado.
A pesquisa econômica publicada no mesmo período também observou que o crescimento do país não foi prejudicado pela desaceleração das exportações para os Estados Unidos.
Têxteis, produtos marinhos, gemas e joias, componentes automotivos e artigos de couro são os principais itens exportados pela Índia que foram afetados pelas tarifas americanas. Ainda assim, de acordo com dados divulgados pelo governo indiano, esses produtos encontraram mercados alternativos.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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