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Bilhões em jogo: farmacêuticas travam guerra global pelo domínio de remédios para emagrecer
Publicado 02/11/2025 • 14:56 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 02/11/2025 • 14:56 | Atualizado há 5 meses
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Cerca de 1 milhão de pacientes nos EUA usam versões compostas de semaglutida, enfrentando ações legais das farmacêuticas originais.
O mercado de medicamentos para emagrecimento vive uma fase de rápida expansão, com empresas como Eli Lilly e Novo Nordisk liderando a corrida pelo domínio global. O interesse crescente por tratamentos contra a obesidade impulsiona fabricantes a aumentar a produção, explorar novos usos para seus remédios e lançar versões inovadoras, como comprimidos, para atrair mais pacientes.
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A Eli Lilly consolidou sua vantagem ao conquistar, no segundo trimestre de 2025, 57% das prescrições de injetáveis para obesidade e diabetes nos Estados Unidos. Enquanto isso, a Novo Nordisk, que enfrentou problemas na cadeia de suprimentos, perdeu participação e busca alternativas com o lançamento de novos medicamentos e mudanças na gestão, incluindo a nomeação de Mike Doustdar como novo CEO em julho, depois de substituição do executivo Lars Fruergaard Jorgensen.
Apesar dos avanços, a acessibilidade aos remédios ainda é limitada, principalmente devido ao alto custo mensal de cerca de US$ 1 mil (R$ 5.375) e à cobertura restrita dos planos de saúde. Programas de descontos foram implementados por Eli Lilly e Novo Nordisk para pacientes que pagam diretamente, enquanto empresas ampliam o benefício para empregados, motivadas pelos efeitos positivos dos remédios em doenças crônicas além da obesidade, como apneia do sono e problemas cardíacos.
Outro desafio é a concorrência dos medicamentos manipulados, especialmente versões compostas de semaglutida, princípio ativo dos remédios da Novo Nordisk. Após o fim das restrições de fornecimento, tanto a Eli Lilly quanto a Novo Nordisk intensificaram ações contra farmácias e fornecedores de produtos alternativos, ainda que a atuação das autoridades regulatórias varie entre os estados estadunidenses. Estima-se que cerca de 1 milhão de pacientes usem versões compostas dessas substâncias.
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A discussão sobre o acesso se intensifica à medida que o número de usuários potenciais cresce. Segundo a McKinsey, de 25 a 50 milhões de norte-americanos podem utilizar medicamentos baseados em GLP-1 até 2030. A cobertura de planos de saúde para obesidade permanece restrita, com apenas 36% das empresas oferecendo o benefício em 2025, conforme pesquisa da International Foundation of Employee Benefit Plans, apesar do aumento em relação a anos anteriores.
Especialistas como Julie Stich, vice-presidente do IFEBP, apontam o alto custo como principal barreira para ampliação do acesso, enquanto empresas hesitam em oferecer cobertura por temerem gastos elevados e a possibilidade de funcionários abandonarem o tratamento devido a efeitos colaterais. Além disso, o governo dos EUA discute a inclusão dos medicamentos em programas como Medicare e Medicaid, o que pode ampliar o alcance para milhões de pessoas.

O desenvolvimento de comprimidos para emagrecimento pode alterar o cenário do mercado. A Novo Nordisk aguarda aprovação para uma pílula de semaglutida de 25 mg voltada à obesidade até o fim de 2025, enquanto a Eli Lilly planeja lançar seu orforglipron, um medicamento de administração oral mais facilmente absorvido e sem restrições alimentares. Analistas do Goldman Sachs projetam que pílulas diárias representarão 24% do mercado global de medicamentos para emagrecimento em 2030, movimentando cerca de US$ 22 bilhões (R$ 118,5 bilhões).
Entretanto, há dúvidas quanto à eficácia das pílulas em comparação com as injeções, além de preocupações com efeitos colaterais. Para alguns especialistas, a praticidade dos comprimidos pode atrair pacientes resistentes a injeções, mas muitos médicos acreditam que, no curto prazo, as injeções permanecerão a principal escolha devido à sua eficácia superior.

Empresas como Amgen, Merck e várias farmacêuticas chinesas também disputam espaço, investindo em terapias inovadoras para perda de peso. Amgen iniciou testes avançados com a injeção MariTide, administrada mensalmente, que mostrou redução de até 16,2% no peso em um ano, mas com taxas elevadas de efeitos adversos. A Merck, por sua vez, adquiriu direitos sobre um comprimido experimental da Hansoh Pharma, da China, por até US$ 2 bilhões (R$ 10,7 bilhões).
O mercado, estimado em US$ 100 bilhões (R$ 537,5 bilhões) até o fim da década, atrai farmacêuticas de todos os portes, de startups a grandes conglomerados. Ainda assim, muitos medicamentos em desenvolvimento carecem de diferenciação significativa em relação aos já disponíveis, o que dificulta parcerias e fusões de grande porte, segundo analistas do setor.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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