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O que é demissão silenciosa e por que ela pode explicar decisão do Nubank de exigir presença no escritório
Publicado 11/11/2025 • 13:20 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 11/11/2025 • 13:20 | Atualizado há 4 meses
KEY POINTS
Entenda como a mudança no modelo de trabalho do Nubank reacendeu suspeitas de “quiet cutting” entre funcionários e o que a empresa diz sobre o caso. | Foto: divulgação/Nubank.
Entenda como a mudança no modelo de trabalho do Nubank reacendeu suspeitas de “quiet cutting” entre funcionários e o que a empresa diz sobre o caso. | Foto: divulgação/Nubank.
O Nubank vive dias conturbados após um episódio recente. Divulgado no dia 7 de novembro, atritos em uma reunião remota com mais de 7 mil funcionários resultaram na demissão de 12 funcionários do banco por justa causa.
Entre os motivos da discussão, estava o fim do trabalho integralmente remoto, um dos principais atrativos do “Nu way of working“, modelo de trabalho da fintech.
Ao longo dos próximos dois anos, os colaboradores devem passar a trabalhar no modelo híbrido. Atualmente, o Nubank exige apenas uma semana presencial por trimestre.
No entanto, a partir de julho de 2026, cerca de 70% dos empregados deverão comparecer ao escritório duas vezes por semana. Em 2027, o regime passa para três dias.
Embora muitas justificativas estejam sendo levantadas, uma possível tentativa de demissão silenciosa ou “quiet cutting” é o que mais chama atenção para internautas em redes sociais. Isso porque, nessa prática, as empresas não demitem diretamente, mas criam condições que levam pessoas a pedir para sair.
Apesar dos rumores, o Nubank afirmou à Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC que nega totalmente a possibilidade de futuras demissões em massa.
Veja alguns comentários abaixo:
Em português, na tradução literal, “quiet cutting” significa “corte silencioso”. Conforme explica o Departamento do Trabalho dos EUA: não se trata de cortar um funcionário de forma clara, com aviso e desligamento formal.
Em vez disso, mudanças estruturais, realocação de funções e políticas internas acabam pressionando a permanência de quem está na base ou em posições intermediárias. Entretanto, o processo é silencioso e difícil de provar, mas com efeitos profundos.
No caso do Nubank, o fim do regime remoto integral é o ponto central dessa percepção. Durante a pandemia, o “Nu way of working” tornou-se um grande atrativo para os trabalhadores. Entre as promessas, estava uma rotina de trabalho com autonomia, confiança e uma cultura que valorizava flexibilidade.
Sendo assim, muitas pessoas mudaram de cidade, reorganizaram suas vidas e construíram laços fora dos grandes centros onde o banco tem escritórios. No entanto, a decisão recente da empresa, que exige retorno gradual ao presencial, pode dificultar esse estilo de vida.
A partir de 2026, a maioria da equipe terá de ir ao escritório duas vezes por semana. Em 2027, três vezes. Há quem veja coerência com a expansão e a busca por eficiência. Mas para quem mora longe, isso significa custo, deslocamento, quebra de rotina e, em alguns casos, inviabilidade pessoal.
Na verdade, esse é um dos sinais clássicos do “quiet cutting“: quando uma mudança de política não aparece como corte, mas pressiona pessoas para uma saída por incompatibilidade.
Em maio deste ano, o Nubank reduziu pela metade o número de níveis hierárquicos, em uma tentativa de ser menos verticalizado. Até então com 14 categorias de gestão, o remanejamento fez alguns gerentes voltarem a ser colaboradores individuais para que se alcançasse o número de sete níveis. Oficialmente, não houve demissões nessa etapa.
Mas a combinação dessa mudança e do fim do modelo remoto foi interpretada como um recado para parte dos profissionais: há menos espaço para certas trajetórias. Em geral, poucas perspectivas de promoção e funções diluídas são sinais conhecidos de pressão indireta.
Entretanto, questionados pela redação do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o Nubank afirma que as mudanças recentes não fazem parte de um plano de reestruturação interna e que não há novas alterações previstas para os próximos meses.
Além disso, afirmam que ainda não há estimativa de quantos funcionários não vão aceitar ou não vão conseguir se adequar ao novo regime de trabalho. De toda forma, o banco reforça de que não irá realizar demissões em massa.
Vale citar que, segundo comunicado oficial assinado pelo CEO e fundador, David Vélez, o processo de adaptação deve durar cerca de oito meses, com possibilidade de exceções e suporte para quem necessitar.
Por fim, a assessoria do Nubank informou que a empresa está em contato direto com o Sindicato dos Bancários e reforçou que uma reunião está agendada para amanhã, quarta-feira (12). Nesse encontro, serão abordadas as demissões por justa causa, associadas a “comportamentos inadequados e antiprofissionais”, conforme descrito pela companhia.
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