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American Airlines nega fusão com United e ações caem no pré-mercado
Publicado 20/04/2026 • 11:14 | Atualizado há 4 semanas
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Publicado 20/04/2026 • 11:14 | Atualizado há 4 semanas
KEY POINTS
Pixabay.
As ações da American Airlines caíram no pré-mercado de segunda-feira depois que a empresa desmentiu rumores de uma possível megafusão com a United Airlines no fim da semana passada.
A tradicional companhia aérea dos Estados Unidos divulgou um comunicado na sexta-feira, logo após o fechamento dos mercados, negando qualquer conversa sobre um possível acordo entre as duas empresas.
“A American Airlines não está envolvida nem tem interesse em qualquer discussão relacionada a uma fusão com a United Airlines”, afirmou a empresa no comunicado.
“Embora mudanças no mercado aéreo como um todo possam ser necessárias, uma combinação com a United seria prejudicial à concorrência e aos consumidores, além de ser incompatível com nossa visão sobre a condução do setor por parte da administração e com os princípios das leis antitruste”, acrescentou.
As ações da American chegaram a cair quase 3% no pré-mercado, revertendo os ganhos obtidos na sexta-feira em meio a uma alta generalizada do mercado.
O CEO da United, Scott Kirby, chegou a mencionar a possibilidade de uma fusão com a rival American durante conversas com a administração Trump na Casa Branca em fevereiro, mas acredita-se que a companhia já vinha avaliando essa ideia desde pelo menos o outono passado.
“Ter escala ajudaria” na competição em voos internacionais dos EUA, disse Kirby no podcast “Stratechery”, em um episódio exibido em janeiro.
Ele explicou que, quando clientes viajam para o Oriente Médio, geralmente acabam usando companhias aéreas da própria região.
“Mas se formos maiores e tivermos mais opções para esses clientes, pode ser mais lógico para eles voarem conosco quando forem ao Oriente Médio.”
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Uma consolidação desse tipo criaria a maior companhia aérea do mundo, o que certamente chamaria forte atenção dos órgãos reguladores e levantaria preocupações sobre monopólio.
Juntas, American, United, Delta Air Lines e Southwest Airlines já concentram cerca de 80% da capacidade doméstica dos EUA.
Uma fusão entre United e American resultaria em aproximadamente 40% do mercado doméstico, segundo dados da consultoria de aviação OAG.
“O presidente Trump gosta de ver grandes acordos acontecerem”, disse o secretário de Transportes dos EUA, Sean Duffy, ao programa “Power Lunch”, da CNBC, no início do mês, acrescentando que há “espaço para fusões no setor da aviação”.
No entanto, Duffy alertou: “Se houver uma fusão entre algumas das maiores companhias aéreas, elas terão que se desfazer de alguns ativos. Não queremos uma infraestrutura gigantesca nas mãos de uma única companhia aérea no país; isso prejudicaria os preços no longo prazo por causa da redução da concorrência.”
George Hay, professor de direito da Universidade de Cornell, já afirmou à CNBC: “Seria a maior de todos os tempos. Não consigo ver nem a menor chance de um tribunal permitir.”
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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