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Governo só vai socorrer os Correios após aprovação de plano de recuperação, diz Haddad

Publicado 04/12/2025 • 18:29 | Atualizado há 5 meses

KEY POINTS

  • Haddad afirmou que nenhum socorro aos Correios, nem aporte, nem empréstimo, nem aval, será concedido sem aprovação prévia do plano de recuperação.
  • Ministro reforçou que qualquer ajuda ocorrerá “dentro das regras atuais” do arcabouço fiscal e que a relação com a LDO é apenas preventiva, não automática
  • Tesouro analisa opções de reestruturação enquanto a estatal enfrenta rombo superior a R$ 6 bilhões e dificuldades para obter financiamento
Agência dos Correios

Foto: Divulgação

Correios estudam fechar unidades deficitárias sem abandonar a universalização; entenda

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (4) que qualquer ajuda financeira aos Correios, seja aporte direto, empréstimo ou concessão de aval, só vai ocorrer após a aprovação do plano de recuperação da estatal. Ele reiterou que não haverá liberação de recursos antes da reestruturação ser formalmente validada.

“Nós precisamos antes aprovar o plano de recuperação. Nós não vamos fazer um aporte sem o plano de recuperação aprovado. Nem empréstimo, nem aporte, nem aval, tudo depende do plano de reestruturação da companhia”, disse o ministro em entrevista a jornalistas.

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Haddad reforçou que o debate não tem relação com mudanças no arcabouço fiscal. “Não tem nada a ver com arcabouço fiscal. Se houver um aporte, é dentro das regras atuais. Não é fora de regra.”

A equipe econômica analisa possíveis caminhos para socorrer a empresa, que acumula rombo bilionário e enfrenta dificuldades operacionais. O texto-base da LDO de 2026, aprovada pelo Congresso nesta quinta, incluiu dispositivo que permite retirar até R$ 10 bilhões em gastos com estatais do cálculo da meta fiscal, medida classificada pelo ministro como “preventiva”.

Questionado se um aporte é o cenário mais provável, respondeu: “Pode haver. Pode ser. O Tesouro está estudando. Nós vamos considerar todas as variáveis para tomar decisão”.

Haddad também afirmou que o Tesouro está dedicado exclusivamente à análise técnica da situação. “Tem uma equipe do Tesouro só nisso.”

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Os Correios enfrentam prejuízo acumulado estimado entre R$ 6,05 bilhões e R$ 6,35 bilhões até setembro/outubro de 2025 e tentaram um empréstimo de R$ 20 bilhões junto a bancos, mas o aval do Tesouro foi negado por exceder o limite permitido. Agora, qualquer solução passa pela aprovação do plano de reestruturação, condição expressa pelo ministro repetidas vezes.

“Tudo depende do plano de reestruturação da companhia”, reforçou Haddad.

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