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Haddad: aporte aos Correios dependerá de plano de recuperação
Publicado 05/12/2025 • 11:17 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 05/12/2025 • 11:17 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Joédson Alves/Agência Brasil
Funcionários dos Correios
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (4) que qualquer ajuda financeira aos Correios — seja aporte do Tesouro, garantia em operações de crédito ou empréstimo — só será autorizada após a aprovação de um plano formal de recuperação da estatal.
A empresa acumula R$ 6,05 bilhões de prejuízo entre janeiro e setembro e enfrenta perda de competitividade, aumento de despesas, derrotas judiciais e problemas de gestão.
Haddad descartou a possibilidade de repasses antecipados. “Não vamos fazer aporte sem o plano de recuperação aprovado. Nem empréstimo, nem apoio, nem aval”, disse o ministro. Segundo ele, o governo analisa diferentes cenários para reequilibrar a empresa, mas todos precisarão seguir as regras do arcabouço fiscal.
Haddad reconheceu que uma injeção de recursos é uma alternativa em estudo, especialmente diante do juro elevado no país, o que encarece o crédito caso os Correios tentem se financiar diretamente no mercado. Ainda assim, reforçou que qualquer socorro será compatível com o arcabouço fiscal, rejeitando interpretações de flexibilização.
A LDO de 2026, enviada ao Congresso, incluiu a exclusão de R$ 10 bilhões da meta fiscal das estatais, criando margem para uma eventual capitalização. O ministro classificou o movimento como “preventivo”, permitindo que o governo tenha espaço para agir caso a reestruturação recomende um aporte.
Diante da crise financeira, os Correios buscaram um empréstimo de R$ 20 bilhões, organizado por Banco do Brasil, Citibank, BTG Pactual, ABC Brasil e Safra. O Tesouro, no entanto, negou o pedido após os bancos exigirem juros de 136% do CDI, acima do limite legal de 120% do CDI para operações garantidas pela União com prazo de dez anos.
Com a Selic em 15% ao ano, 136% do CDI equivaleria a cerca de 20% anuais, enquanto o teto permitido pela União ficaria em aproximadamente 18%. A discrepância reforçou, segundo técnicos da Fazenda, a necessidade de um plano robusto de reestruturação antes de qualquer aval.
O Ministério da Fazenda mantém uma equipe dedicada ao caso e deve aprofundar estudos nos próximos meses. Na avaliação do governo, o retorno do equilíbrio financeiro dos Correios dependerá de reformas internas e ajustes operacionais, condição considerada essencial antes de liberar novas fontes de financiamento.
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