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Juros mais altos? Déficit dos Correios ameaça política fiscal
Publicado 09/12/2025 • 21:49 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 09/12/2025 • 21:49 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
O Tribunal de Contas da União (TCU) iniciou uma força-tarefa para fiscalizar nove estatais com riscos fiscais, incluindo os Correios, que terá seu processo conduzido separadamente devido à sua grave crise financeira.
Essa ação é uma resposta ao alerta do Tesouro Nacional sobre o impacto dessas empresas nas contas públicas, explicou Gesner Oliveira, economista, sócio da GO Associados e professor da FGV, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
O economista destaca que as estatais federais não financeiras apresentam déficits recorrentes há anos, o que torna a preocupação do TCU “legítima” e urgente.
Essa situação representa um grande peso para o equilíbrio macroeconômico: “Significa uma preocupação legítima de realmente empresas que estão apresentando, obviamente, dificuldades. Nos últimos 23 anos, em 16 anos, elas apresentaram déficits e vêm apresentando déficits recorrentes, como os Correios e da Infraero. Então, realmente é um problema sério que representa um ralo para as contas públicas”.
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A crise nas estatais, que este ano podem registrar um déficit recorde, complica o ajuste macroeconômico e freia o crescimento do país. De acordo com o especialistas, o caso dos Correios é emblemático, com a previsão de que o déficit chegue a R$ 9 bilhões este ano: “Ao verificar déficits recorrentes nessas empresas e com uma escalada, se pegarmos o déficit do Correio desse ano, pode chegar a R$ 9 bilhões”.
“Isso significa que a credibilidade da política fiscal diminui. Isso obriga a política monetária a ser mais rigorosa, ter juros mais elevados, o que dificulta ainda mais a parte fiscal e, obviamente, freia o crescimento da economia”, completou.
O TCU focará a fiscalização das estatais em cinco eixos: gestão, inovação, pessoal, TI e finanças. Segundo Gesner, esses pontos são cruciais porque refletem a falta de profissionalismo e os modelos de negócio ultrapassados que caracterizam essas empresas.
“O problema de gestão é um problema muito importante, porque de fato, em muitas dessas empresas não há uma gestão profissional. Há muita interferência política, e interferência política não anda bem com boa gestão. Você tem decisões de natureza técnica que não são tomadas porque há inconveniências políticas”, comentou.
O professor aprofundou o tema da governança, definindo-a como “a forma de tomar a decisão”. Ele ressaltou que as estatais precisam de conselhos de administração e comitês de auditoria com membros realmente independentes e especializados para supervisionar o trabalho e evitar o uso político dos cargos.
“Governança envolve evitar conflitos de interesse, envolve consultar as instâncias necessárias, profissionalizadas. Esperamos que tenha um comitê de auditoria com membros independentes e que tenha um conselho de administração com conselheiros que são realmente especializados naquele setor”, afirmou.
Oliveira criticou a presença de não-profissionais em cargos estratégicos, destacando que a falta de responsabilidade dos gestores é o cerne do problema: “Em conselhos de administração estatais, há muitas pessoas que não são profissionais. Não é possível passar a conta para o contribuinte e para a população”.
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