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Havaianas e outras 5 marcas que viraram alvo de polêmica política
Publicado 23/12/2025 • 19:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 23/12/2025 • 19:00 | Atualizado há 2 meses
Foto: divulgação/Havaianas.
A Havaianas virou alvo de críticas e tentativa de boicote nesta semana. Isso aconteceu devido ao comercial de Ano Novo da marca, que teve a atriz Fernanda Torres dizendo: “Não quero que você comece 2026 com o pé direito”. A fala foi interpretada equivocadamente pelo público de direita, que considerou um ataque aos ideais dessa posição do espectro político.
Apesar do alvoroço e da rápida queda do valor de mercado da Alpargatas – dona da Havaianas –, não é a primeira vez que uma marca enfrenta desafios associados à política.
Empresas como Havan, Smart Fit, Riachuelo e Madero já passaram por situações semelhantes. Nesses últimos casos, a problemática começou não por um comercial, mas por falas dos donos e/ou sócios e outras posturas que associaram as marcas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
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Relembre outros casos de tentativa de boicotes.
O salgadinho Doritos sofreu tentativa de boicote na Espanha em março de 2024, após lançar uma campanha publicitária protagonizada por uma influenciadora trans, Samantha Hudson.
Segundo a revista Rolling Stone, grupos conservadores levantaram hashtags nas redes sociais e convocaram boicote não apenas à marca Doritos, mas também a outros produtos da PepsiCo. Isso se deu pela discordância de alguns consumidores com pautas de diversidade e identidade de gênero associadas à campanha.
Já a Nike enfrentou boicotes nos Estados Unidos em 2018, após lançar uma campanha com o ex-jogador da NFL, Colin Kaepernick. Conhecido por se ajoelhar durante o hino nacional em protesto contra o racismo e a violência policial, a campanha na qual Kaepernick participou fez grupos conservadores reagirem, acusando a marca de desrespeitar símbolos nacionais.
Ao mesmo tempo, outros consumidores passaram a apoiar publicamente a Nike justamente pelo posicionamento antirracista da empresa. A informação é do The New York Times.
Em 2023, o chocolate Bis sofreu tentativa de boicote por grupos de direita após a Mondelēz Brasil lançar uma campanha publicitária com o influenciador Felipe Neto.
Por ser frequentemente associado a críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e outras pautas progressistas, parte do público conservador a interpretou a ação com o influencer como um posicionamento político.
Em 2021, a varejista sueca enfrentou um boicote na China após declarar que deixaria de usar algodão da região de Xinjiang por preocupações com trabalho escravo.
De acordo com o EuroNews, o posicionamento levou à retirada da marca de grandes plataformas de e-commerce chinesas, além do fechamento de unidades físicas e da queda de visibilidade no país como um todo.
Por fim, embora não seja varejista, um dos casos mais recentes aconteceu em setembro de 2025. Na época, o apresentador Jimmy Kimmel teve seu programa de Talk Show cancelado após comentar a morte do ativista de direita Charlie Kirk.
Com a direita americana ofendida pelos comentários, a Disney tomou a decisão de encerrar o programa, o que tornou o rebuliço ainda maior. Conforme noticiado anteriormente, o encerramento do programa foi visto como censura às críticas sobre o governo Trump, o que incitou protestos por parte dos liberais.
Na última segunda-feira (22), o mercado financeiro se deparou com a queda das ações da Alpargatas, dona da Havaianas, que causou a perda de R$ 152 milhões de valor da empresa. No entanto, nesta terça-feira (23), as ações já voltaram a subir.
Por volta das 11h20 de segunda, os papéis ALPA4 recuavam 3,07%, negociados a R$ 11,36. Já as ações ALPA3 caíam 2,59%, cotadas a R$ 9,98, refletindo maior cautela dos investidores diante do aumento do ruído em torno da marca. Contudo, hoje, às 12h, a Alpargatas (ALPA4), dona da Havaianas, teve alta de 1,75% na Bolsa de Valores.
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