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Jimmy Kimmel retorna à TV dos EUA, mas enfrenta boicote por comentários sobre Charlie Kirk
Publicado 23/09/2025 • 19:18 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 23/09/2025 • 19:18 | Atualizado há 1 ano
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Reprodução/X/Jimmy Kimmel
Jimmy Kimmel retorna à TV após suspensão, mas enfrenta boicote de afiliadas da ABC.
Depois de uma semana fora do ar, o programa de Jimmy Kimmel retorna à televisão dos Estados Unidos nesta terça-feira (23), mas enfrenta resistências de parte das emissoras locais. Diversas afiliadas da ABC, pertencentes a grupos como Nexstar e Sinclair, mantêm o boicote ao talk show, impedindo que ele seja exibido em várias regiões do país.
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A reestreia acontece após a suspensão do programa, motivada por comentários de Kimmel sobre o assassinato do ativista de direita Charlie Kirk. O episódio gerou críticas, principalmente de conservadores, e levou a pressões do governo sobre as emissoras. A Disney, controladora da ABC, declarou: “Tomamos a decisão de suspender a produção do programa para evitar inflamar ainda mais uma situação delicada em um momento emocional para nosso país”, afirmou a empresa, acrescentando que considerou os comentários “fora de hora e insensíveis”.
A direção da Disney informou que o retorno do programa foi decidido depois de “conversas ponderadas com Jimmy”. Para o episódio desta terça-feira (23), estão previstas as presenças do ator Glen Powell e da cantora Sarah McLachlan. O monólogo de abertura, aguardado pelo público, deve abordar a suspensão e as polêmicas recentes.
Kimmel, conhecido por críticas frequentes ao ex-presidente Donald Trump (Partido Republicano-FL), provocou reações ao acusar “a turma do MAGA” de tentar tirar proveito político da morte de Kirk. O presidente da Comissão Federal de Comunicações, Brendan Carr, sugeriu que as afiliadas da ABC poderiam perder licenças se não exigissem a saída de Kimmel, algo já defendido por Trump em outras ocasiões.
No decorrer da crise, Nexstar e Sinclair retiraram o programa da grade, forçando a suspensão nacional. Sinclair, que havia exigido desculpas públicas de Kimmel à família de Kirk e uma doação ao grupo Turning Point USA, confirmou que manterá o boicote. Nexstar também comunicou a continuidade da medida, justificando que busca “garantias de compromisso com um ambiente de diálogo respeitoso e construtivo nos mercados que atendemos”.
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A suspensão gerou protestos entre liberais, que enxergaram a decisão como censura direcionada a um crítico de Trump. Para eles, o caso simboliza o avanço do controle governamental sobre a liberdade de expressão.
Trump voltou a criticar a cobertura negativa da imprensa e, na semana passada, chegou a afirmar que considerava tal postura “ilegal”. Kimmel não se manifestou publicamente sobre a polêmica, mas nesta terça-feira (23), publicou em seu Instagram uma foto ao lado do produtor Norman Lear, famoso defensor da liberdade de expressão, com a legenda: “Sentindo falta desse cara hoje”. Norman Lear faleceu em dezembro de 2023 aos 101 anos.
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