Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
México mantém isenção sobre frango e ovos, mas taxa carne bovina, suína e arroz
Publicado 31/12/2025 • 19:35 | Atualizado há 5 horas
Cobre caminha para melhor ano desde 2009 com impulso da IA e temor de escassez
Atas do Fed revelam divisão de membros sobre corte de juros
EUA sancionam grupos estrangeiros ligados ao comércio de armas; veja países envolvidos
Vendas de Champagne disparam no Ano-Novo, mas denúncias trabalhistas pressionam o setor
De spa de dados a servidores no espaço: crise de energia redesenha a computação em nuvem
Publicado 31/12/2025 • 19:35 | Atualizado há 5 horas
KEY POINTS
Colagem
Bandeiras de Brasil e México
O governo mexicano prorrogou o Paquete Contra la Inflación y la Carestia (Pacic) por mais um ano até 31 de dezembro de 2026, mantendo a isenção da tarifa de importação sobre frango, alguns peixes, aves, frutas e hortaliças, mas retirou uma série de alimentos do rol de isentos.
Carnes bovina e suína, leite e derivados, arroz em casca, feijão, óleos vegetais, tilápia e embutidos foram excluídos e voltarão a ter tarifas para entrada no país.
O Pacic, que se estendia até esta quarta-feira (31), isenta a tarifa de importação aplicada sobre produtos agropecuários que compõem o consumo das famílias mexicanas. A lista de alimentos com o benefício fiscal inclui carne de aves, milho e ovos — produtos nos quais o Brasil tem forte presença exportadora e que são utilizados na produção de alimentos da cesta básica mexicana.
Pelo Pacic, os importadores podem comprar os produtos agropecuários sem imposto e, em contrapartida, garantem que não haverá aumento no preço da cesta básica em compromisso assinado com o governo mexicano.
As mudanças foram publicadas hoje em decreto no Diário Oficial do país, assinado pela presidente Claudia Sheinbaum, com entrada em vigor a partir de quinta-feira (1º). “Em conformidade com o Acordo de Renovação do Pacic e após análise das pressões inflacionárias dos últimos meses, que levaram à instabilidade dos preços dos produtos alimentícios básicos, e do crescimento das importações de países com os quais o México não possui acordo de livre comércio, é necessário examinar a adequação da manutenção da isenção tarifária para determinados produtos”, justificou Sheinbaum.
A presidente citou ainda metas de elevação da produção local dos itens retirados no Pacic para argumentar a decisão.
Leia mais:
Moratória da Soja: AGU pede novo prazo ao STF para governo tentar acordo e evitar fim do pacto
Salvaguarda de 55% da China para a carne brasileira ‘não é tão preocupante’, diz Fávaro
Para os produtos que foram retirados do rol de isenção, o governo mexicano manteve a manutenção dos benefícios até 31 de março para contratos firmados neste ano. Com a mudança, sem a tarifa zerada, o imposto de importação mexicano chega a 25% para carne bovina e 20% para carne suína.
Os ajustes no Pacic, bem como sua continuidade, já haviam sido sinalizados pelo governo mexicano a importadores e indústrias locais. As mudanças eram vistas com cautela pelos exportadores brasileiros, que temiam perda de acesso ao mercado mexicano.
Apesar dos ajustes, o Ministério da Agricultura avalia que há manutenção da competitividade das exportações dos produtos agropecuários brasileiros ao mercado mexicano. A principal preocupação era quanto à alíquota aplicada sobre o frango, de 75%, que foi mantido no rol de isenções.
O pacote mexicano contra a inflação e para segurança do abastecimento foi criado em maio de 2022 pelo então presidente Andrés Manuel López Obrador. Posteriormente, o programa foi renovado até o fim deste ano pela presidente do México, Claudia Sheinbaum.
O governo brasileiro e o setor produtivo vinham negociando a prorrogação do pacote juntamente com o governo mexicano. O pedido brasileiro de extensão do Pacic foi pautado em uma comitiva recente ao país — em agosto, liderada pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, com a participação de mais de 150 empresários brasileiros. Na ocasião, as autoridades mexicanas indicaram a continuidade do Pacic, segundo fontes.
Agora, o governo brasileiro busca a manutenção das condições na renovação. O pedido do Brasil é pelo anúncio antecipado da prorrogação do programa para evitar soluções no fluxo comercial entre os países.
A avaliação do governo brasileiro é de que a política contribuiu para ampliar a balança comercial entre os países e ajudou a controlar a inflação no México. Neste ano, até novembro, o Brasil exportou US$ 2,983 bilhões (cerca de R$ 16,406 bilhões, na cotação atual) em produtos agropecuários ao México, sobretudo carnes e de produtos do complexo soja. A
té o momento, o país é o sétimo destino na balança comercial do agronegócio brasileiro, ante o 13º posto no último ano. O México se tornou um destino ainda mais relevante para o agronegócio brasileiro após o tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos importados brasileiros. Um exemplo é a carne bovina, para qual o país se tornou segundo principal destino de vendas externas após a sobretaxa americana.
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Mega da Virada 2025: qual é o prêmio para quem acertar a quina ou a quadra?
2
Mega da Virada: veja todos os números sorteados desde a primeira edição
3
Mega da Virada: onde acompanhar o sorteio ao vivo?
4
Mega da Virada 2025: que horas acontece o sorteio especial?
5
Quanto custa o Centauro II-BR, o blindado mais potente da América do Sul usado pelo Brasil