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Agro

Faesp: crédito rural em 22% é inviável para o Agro

Publicado 03/01/2026 • 08:00 | Atualizado há 4 dias

KEY POINTS

  • Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Tirso de Salles Meirelles, presidente da Faesp, traçou um panorama detalhado sobre as estratégias dos produtores rurais para enfrentar um cenário de juros elevados, incertezas climáticas e barreiras tarifárias internacionais.
  • Para Meirelles, o ano de 2025 deixou lições amargas, especialmente no que diz respeito ao acesso ao crédito e ao custo de produção.

O setor do agronegócio inicia o ano de 2026 buscando superar os gargalos financeiros e comerciais que marcaram o ciclo anterior.

Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Tirso de Salles Meirelles, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP), traçou um panorama detalhado sobre as estratégias dos produtores rurais para enfrentar um cenário de juros elevados, incertezas climáticas e barreiras tarifárias internacionais.

Para Meirelles, o ano de 2025 deixou lições amargas, especialmente no que diz respeito ao acesso ao crédito e ao custo de produção. Ele destaca que a discrepância entre a taxa Selic e o custo final do financiamento rural tornou muitas operações inviáveis.

“Nós temos de fazer uma pequena reflexão sobre o que ocorreu em 2025. O governo operou com uma taxa de inflação elevada e juros extremamente altos. Embora o governo delibere recursos com juros relativamente menores que os de mercado, ao retirar esse crédito no banco, a taxa chega a 22%, o que se torna inviável para o setor agrícola. Por essa razão, o crédito rural retirado pelos produtores foi o mais baixo possível, somado à falta de contribuição governamental com o seguro agrícola, que é fundamental diante das incertezas climáticas”, analisou o presidente da Faesp.

Além das dificuldades internas, o setor enfrentou o tarifaço, uma política que, segundo o entrevistado, acabou prejudicando as exportações brasileiras para controlar artificialmente a inflação doméstica. Meirelles aponta que o impacto foi severo, resultando na perda de US$ 5 bilhões (cerca de R$ 27,5 bilhões, na cotação atual) em exportações apenas para os Estados Unidos, além das novas barreiras impostas pela China, que pretende elevar as taxas sobre a carne bovina brasileira.

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“A China já possuía uma barreira de 22% sobre a nossa carne. Agora, com o volume que pretendemos ultrapassar nas vendas, eles planejam impor um adicional de 55%. Isso modifica completamente o jogo macroeconômico. Por isso, recomendo aos produtores que foquem em seus planos de negócio estruturais, priorizando o custeio. Em relação aos investimentos, é necessário aguardar o momento que proporcione maior fôlego, acompanhando as mudanças geopolíticas e as políticas monetária e fiscal do país”, recomendou o especialista.

Apesar dos desafios, Meirelles reforça que o agronegócio brasileiro permanece como um porto seguro para investimentos devido à sua capacidade tecnológica e ao papel estratégico na segurança alimentar global. Ele ressalta que o Brasil possui uma vantagem competitiva única ao conseguir realizar até três safras por ano, enquanto a maior parte do mundo se limita a uma.

“A sorte brasileira é que o mundo não possui estoques excedentes de alimentos, o que nos garante protagonismo. Somos o país que mais inova em tecnologia no agronegócio e temos um ganho de produtividade imenso. Nos últimos 50 anos, aumentamos nossa área em cerca de 130%, enquanto a produtividade saltou 560%. O setor empresarial está muito unido e, embora seja um ano de muita cautela nos investimentos, o retorno financeiro certamente virá para quem mantiver o rigor na gestão”, concluiu.

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