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Venezuelanos celebram queda de Maduro no sul da Flórida

Publicado 03/01/2026 • 19:45 | Atualizado há 4 dias

KEY POINTS

  • O sul da Flórida viveu um clima de festa após a captura de Nicolás Maduro, resultado de um ataque militar norte-americano que muitos aguardavam.
  • Do lado de fora do restaurante El Arepazo, ponto de encontro da comunidade, um homem ergueu um pedaço de papelão com a palavra "Libertad" escrita a marcador. O coro "Libertad, libertad!" ressoou entre venezuelanos que sonham com um recomeço para o país natal.

REUTERS/Pablo Sanhueza

Venezuelanos se reúnem para celebrar, após o presidente dos EUA, Donald Trump, dizer que os EUA atacaram a Venezuela e depuseram seu presidente Nicolás Maduro.

O sul da Flórida viveu um clima de festa neste sábado, 3, após a captura e a remoção do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, resultado de um ataque militar norte-americano que muitos aguardavam havia anos – embora ainda pairem incertezas sobre o futuro da Venezuela.

Em Doral, subúrbio de Miami onde cerca de metade da população é de origem venezuelana (e onde o presidente Donald Trump mantém um resort de golfe) apoiadores organizaram um ato assim que a notícia se espalhou.

Do lado de fora do restaurante El Arepazo, ponto de encontro da comunidade, um homem ergueu um pedaço de papelão com a palavra “Libertad” escrita a marcador. O coro “Libertad, libertad!” ressoou entre venezuelanos que sonham com um recomeço para o país natal.

“É uma mistura de sentimentos”, disse Alejandra Arrieta, que chegou aos EUA em 1997. “Há medo, há empolgação. Esperamos muito tempo por isso. Algo precisava acontecer, todos precisamos de liberdade.”

Trump afirmou que os EUA administrarão provisoriamente a Venezuela e que esse processo já está em curso. A ação coroa uma campanha de pressão crescente da Casa Branca sobre o país petroleiro, planejada ao longo de semanas com base nos hábitos de Maduro.

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Desde 2014, cerca de 8 milhões de venezuelanos deixaram o país, primeiro rumo a nações vizinhas da América Latina e do Caribe. Após a pandemia, aumentou o fluxo em direção aos EUA, seja por rotas terrestres, atravessando selvas na Colômbia e no Panamá, seja por via aérea, com visto humanitário e patrocinador financeiro.

Doral tornou-se polo de venezuelanos já na virada dos anos 2000, quando o então presidente Hugo Chávez subiu ao poder. Profissionais de classe média alta investiram em imóveis e negócios. Opositores políticos e pequenos empreendedores vieram depois.

Mais recentemente, migrantes de menor renda encontraram empregos no setor de serviços. Entre eles há médicos, advogados, esteticistas, operários da construção e diaristas. Alguns são naturalizados. Outros estão em situação irregular, com filhos nascidos nos EUA. Há quem exceda o prazo de visto, peça asilo ou possua status temporário.

Niurka Meléndez, que deixou a Venezuela em 2015 e hoje vive em Nova York, celebra a queda de Maduro, mas pede cautela. Cofundadora da ONG Venezuelans and Immigrants Aid, ela afirma que o país enfrentava “uma crise humanitária”.

“Para nós, é só o início da justiça que precisamos ver”, disse por telefone. O país, observa, atingira um “ponto de ruptura” após anos de deslocamentos forçados, repressão, fome e medo. Meléndez pede ajuda humanitária internacional: “Remover um sistema autoritário cria a possibilidade – não a garantia, mas a possibilidade, de reconstruir uma nação baseada em justiça, estado de direito e salvaguardas democráticas.”

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