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Tribunal dos EUA determina retorno de Maduro à Corte em março
Publicado 05/01/2026 • 15:46 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 05/01/2026 • 15:46 | Atualizado há 2 meses
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REUTERS/Adam Gray
O presidente venezuelano capturado, Nicolás Maduro, é escoltado enquanto se dirige ao Tribunal Federal dos Estados Unidos Daniel Patrick Moynihan, em Manhattan, para uma audiência inicial a fim de responder a acusações federais nos EUA, incluindo narco-terrorismo, conspiração, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, entre outras, no heliporto de Downtown Manhattan, na cidade de Nova York, EUA, em 5 de janeiro de 2026.
O juiz Alvin K. Hellerstein determinou que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, volte a comparecer a um tribunal federal dos Estados Unidos em 17 de março, ao encerrar uma audiência que durou cerca de meia hora. O processo trata das acusações criminais apresentadas pela Justiça americana contra Maduro, incluindo conspiração de narcoterrorismo e crimes ligados ao tráfico de drogas.
Durante a sessão, o advogado de Maduro, Barry J. Pollack, afirmou que há “questões sobre a legalidade” da captura de seu cliente, classificada pela defesa como uma “abdução militar”. Segundo Pollack, Maduro “é chefe de um Estado soberano e tem direito às prerrogativas” associadas a esse status. O advogado disse ainda esperar uma disputa judicial “volumosa” na fase prévia ao julgamento para tratar desses questionamentos. Embora não tenha solicitado a libertação do presidente neste momento, a defesa reservou o direito de apresentar um pedido de fiança mais adiante.
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A audiência também abordou a situação de Cilia Flores, esposa de Maduro e igualmente acusada no caso. O advogado dela, Mark Donnelly, informou que Flores enfrenta “questões de saúde que exigirão atenção”, incluindo a possibilidade de fratura ou hematomas severos nas costelas, e solicitou que ela seja submetida a exames de raio-x e a uma avaliação médica completa. Donnelly acrescentou que sua cliente, de 69 anos, pode precisar de acompanhamento físico mais detalhado.
Ao fim da sessão, foi registrado que tanto Maduro quanto Flores concordaram em permanecer detidos por ora, com a possibilidade de que pedidos de liberdade sejam analisados em momento posterior. Um representante do governo informou ainda que ambos foram colocados oficialmente sob custódia às 11h30 horário local de sábado, com chegada a Nova York às 16h31 horário local do mesmo dia.
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