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Geração Z adulta ainda depende dos pais: 64% recebem ajuda financeira, aponta Wells Fargo
Publicado 12/04/2026 • 12:45 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 12/04/2026 • 12:45 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
Dois terços dos pais americanos com filhos da Geração Z ainda bancam parte da vida financeira desses jovens adultos. É o que mostra o Wells Fargo Money Study 2026, pesquisa realizada com 3.773 adultos nos Estados Unidos no fim do ano passado. Segundo o levantamento, 64% dos pais com filhos entre 18 e 28 anos afirmam que eles ainda dependem de alguma forma de suporte familiar, seja dinheiro, moradia ou outros tipos de apoio.
O dado que chama atenção vem logo em seguida: mais da metade desses pais, 56%, diz que essa ajuda está comprometendo as próprias finanças.
O suporte financeiro de pais a filhos adultos deixou de ser exceção para se tornar padrão em boa parte das famílias americanas. Para Douglas Boneparth, planejador financeiro certificado e presidente da Bone Fide Wealth, firma de gestão de patrimônio em Nova York, o movimento reflete um ambiente econômico que tornou a independência financeira mais difícil de alcançar na faixa dos 20 anos.
“O suporte até meados dos 20 anos, e às vezes além disso, tornou-se mais aceito, especialmente quando ajuda um jovem adulto a terminar a faculdade, administrar custos de moradia ou evitar ficar para trás financeiramente”, disse Boneparth, que integra o Conselho de Assessores Financeiros da CNBC.
A pesquisa não detalha as causas do fenômeno, mas o cenário de fundo é conhecido: custos elevados de moradia, endividamento estudantil e um mercado de trabalho que exige cada vez mais qualificação antes de oferecer salários competitivos.
Boneparth faz uma distinção entre o suporte que funciona e o que vira armadilha. Para ele, a ajuda dos pais deve ser encarada “como um plano, não como um estilo de vida.”
Elena van Stee, pesquisadora de sociologia da Universidade Harvard com foco em relações entre pais e filhos, observou que famílias com mais recursos desenvolveram formas criativas de estruturar o apoio para torná-lo culturalmente aceitável. Alguns pais dividem o custo do aluguel com os filhos, exigem que eles mantenham um emprego enquanto recebem ajuda ou vendem o próprio carro ao filho com condições de pagamento.
Em todos os casos, a recomendação dos especialistas é a mesma: definir os termos com clareza antes de qualquer acordo.
Boneparth orienta que a primeira pergunta a responder é se o suporte é uma doação ou um empréstimo. Se for empréstimo, diz ele, “trate como um arranjo financeiro de verdade”, com valor total definido, taxa de juros, data de início do pagamento e frequência das parcelas.
Se for doação, ainda assim é preciso saber por quanto tempo vai durar e quando a situação será revisada. “Uma boa regra é revisar o acordo mensalmente se o suporte for contínuo e relevante, ou pelo menos a cada três meses se a situação for mais estável”, disse o especialista.
Tim Ranzetta, cofundador e presidente da Next Gen Personal Finance, vai além. Para ele, a ambiguidade é o maior inimigo desse tipo de arranjo. “A ambiguidade é o que gera ressentimento dos dois lados”, disse.
Corey Seemiller, professora da Universidade Wright State e coautora do livro “Generation Z: A Century in the Making”, recomenda colocar tudo por escrito. “Se os pais concordam em pagar os empréstimos estudantis do filho, isso deve estar por escrito. Se o filho vai morar em casa e pagar aluguel, isso também deve estar por escrito”, disse.
Receber ajuda dos pais carrega um peso emocional para muitos jovens da Geração Z. Van Stee observou que adultos jovens frequentemente sentem vergonha do suporte, associando-o a um atraso em relação aos marcos tradicionais da vida adulta ou a um privilégio que outros não têm.
A pesquisadora aponta que a proporção de adultos negros que recebem suporte financeiro dos pais é consideravelmente menor do que entre adultos brancos, segundo estudo de 2021 de pesquisadores da Universidade de Buffalo e da The New School.
Ainda assim, van Stee defende que o apoio familiar, quando bem estruturado, costuma ser o que permite que os filhos se sustentem sozinhos no futuro. “O suporte do passado viabiliza a independência do presente e do futuro”, disse.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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