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China oferece 10 medidas para Taiwan após visita de líder da oposição a Pequim
Publicado 12/04/2026 • 08:43 | Atualizado há 2 meses
Publicado 12/04/2026 • 08:43 | Atualizado há 2 meses
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Xinhua News Agency
Xi Jinping, secretário-geral do Comitê Central do Partido Comunista da China (PCC), se reúne com uma delegação do partido Kuomintang (KMT) de Taiwan liderada por sua presidente Cheng Li-wun em Pequim, capital da China, em 10 de abril de 2026. (Foto de Xie Huanchi/Xinhua via Getty Images)
A China anunciou neste domingo (12) dez medidas de incentivo a Taiwan, incluindo a retomada de voos diretos, a flexibilização de inspeções de alimentos e produtos pesqueiros e a reabertura do turismo, após a visita da presidente do Kuomintang (KMT), Cheng Li-wun, a Pequim. O movimento foi lido pelo governo taiwanês como pressão política disfarçada de gesto de boa vontade.
As medidas foram divulgadas pela agência oficial chinesa Xinhua ao fim da viagem de Cheng, que se reuniu com o presidente Xi Jinping e defendeu a necessidade de paz e reconciliação entre os dois lados do Estreito de Taiwan.
Entre as dez medidas anunciadas estão a exploração de um mecanismo regular de comunicação entre o KMT e o Partido Comunista Chinês, a retomada integral de voos entre China e Taiwan e a permissão para que habitantes de Xangai e da província de Fujian visitem a ilha.
Pequim também propôs facilitar padrões de inspeção para importações de alimentos e pescados taiwaneses, mas condicionou a medida ao que chamou de “fundamento político de oposição à independência de Taiwan.”
Produções televisivas taiwanesas, incluindo dramas, documentários e animações, poderão ser exibidas na China desde que tenham, segundo a Xinhua, “orientação correta, conteúdo saudável e alta qualidade de produção.”
O Conselho de Assuntos do Continente, órgão do governo taiwanês responsável pela política em relação à China, classificou as chamadas “concessões unilaterais” de Pequim como pílulas envenenadas embaladas como pacotes de presentes generosos.
Em nota, o governo disse apoiar intercâmbios saudáveis e ordenados entre os dois lados, mas rejeitou qualquer condição política atrelada às medidas.
A reação dividiu o campo político taiwanês. O KMT, maior partido de oposição da ilha, saudou os anúncios e os chamou de “presente ao povo de Taiwan.” O governo do presidente Lai Ching-te, por sua vez, manteve distância.
Pequim se recusa a dialogar com Lai, a quem classifica de “separatista.” O presidente taiwanês rejeita as reivindicações de soberania de Pequim sobre a ilha, que é governada democraticamente.
Os anúncios chegam em meio a disputas antigas entre os dois lados. China e Taiwan trocaram acusações pela ausência de retomada do turismo em larga escala desde o fim da pandemia de Covid-19.
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Seguir no GoogleTaiwan também já reclamou de restrições chinesas a importações de produtos agrícolas e aquáticos, alegando que Pequim utilizou pretextos sanitários injustificados para barrar o comércio.
Ao apresentar as novas medidas, Pequim sinalizou disposição para avançar nessas frentes, mas sem abrir mão das precondições políticas que o governo taiwanês considera inaceitáveis.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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