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Aluguel mais caro do Brasil está em SP; veja quem lidera ranking nacional

Publicado 19/01/2026 • 10:15 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • O avanço de 0,59% em novembro de 2025 repetiu praticamente o ritmo de outubro e voltou a superar os principais índices de preços da economia.
  • Entre os tipos de imóveis, as maiores pressões vieram das unidades com quatro ou mais dormitórios, cuja valorização mensal chegou a 0,94%.
  • Das 36 cidades analisadas, 30 registraram aumento nos preços de locação em novembro.
Cidade de Barueri

Foto: Freepik

Aluguel mais caro do País está em SP; veja quem lidera ranking nacional

Os preços de aluguel residencial voltaram a subir no Brasil, pressionados pela demanda aquecida e pela oferta ainda restrita de imóveis.

Segundo o Índice FipeZAP, os aluguéis avançaram 0,59% no mês, movimento observado na maior parte das cidades monitoradas.

O encarecimento reforçou um fenômeno que vem se consolidando ao longo do ano, viver em Barueri, na Grande São Paulo, tornou-se mais caro do que em qualquer outra localidade acompanhada pelo indicador.

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Alta mensal se mantém acima da inflação

O avanço de 0,59% em novembro de 2025 repetiu praticamente o ritmo de outubro e voltou a superar os principais índices de preços da economia. No mesmo período, o IPCA registrou alta de 0,18% e o IGP-M, de 0,27%.

O dado indica que o custo da moradia segue crescendo em velocidade superior à inflação geral, reduzindo o poder de compra de quem depende do aluguel.

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Entre os tipos de imóveis, as maiores pressões vieram das unidades com quatro ou mais dormitórios, cuja valorização mensal chegou a 0,94%. Já os apartamentos de três dormitórios apresentaram aumento mais moderado, de 0,54%.

Capitais do norte e nordeste lideram altas

Das 36 cidades analisadas, 30 registraram aumento nos preços de locação em novembro. Entre as capitais, São Luís teve a maior variação mensal, com avanço de 2,25%, seguida por Belém, Curitiba e Teresina.

O movimento reforça a tendência observada ao longo de 2025, com cidades do norte e nordeste figurando entre as que mais acumulam altas no ano.

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Na outra ponta, Campo Grande, Goiânia, Manaus, Brasília e Recife apresentaram recuo nos valores cobrados, ainda que pontual diante do cenário geral de valorização.

Acumulado do ano

De janeiro a novembro de 2025, o Índice FipeZAP de Locação Residencial acumula alta de 8,70%, mais que o dobro da inflação oficial no período. Praticamente todas as localidades acompanhadas tiveram aumento, incluindo todas as capitais.

Aracaju lidera o ranking anual, com valorização superior a 21%, seguida por Teresina e Belém. Mesmo em mercados tradicionalmente mais caros, como São Paulo e Rio de Janeiro, os reajustes ficaram acima de 7% no acumulado do ano.

Barueri assume o posto de cidade mais cara

O dado que mais chama atenção no levantamento é o preço médio do aluguel. Em novembro, o valor médio nacional ficou em R$ 50,62 por metro quadrado.

Em Barueri, no entanto, o custo chegou a R$ 70,24 por metro quadrado, o mais elevado entre todas as cidades monitoradas.

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O patamar supera não apenas capitais como São Paulo, Recife e Florianópolis, mas também bairros centrais de grandes metrópoles.

A combinação de forte presença empresarial, proximidade com a capital paulista e oferta limitada de imóveis residenciais ajuda a explicar por que Barueri se tornou o endereço mais caro para quem aluga no País.

TOP 10 cidades com aluguéis mais caros do Brasil

CidadePreço médio do aluguel (R$/m²)
Barueri (SP) 70,24
Belém (PA) 62,57
São Paulo (SP) 62,25
Recife (PE) 60,95
Florianópolis (SC) 59,76
São Luís (MA) 56,34
Rio de Janeiro (RJ) 54,40
Maceió (AL) 53,66
Vitória (ES) 51,10
Salvador (BA)50,97

Apesar da alta dos preços, a rentabilidade média do aluguel residencial ficou em 5,94% ao ano em novembro, abaixo do retorno projetado para aplicações financeiras de referência.

Imóveis menores seguem oferecendo melhores resultados aos proprietários, com destaque para unidades de um dormitório.

Entre as capitais, Belém apresentou o maior retorno anualizado, acima de 8%, enquanto Vitória e Curitiba ficaram entre as menores rentabilidades.

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O dado indica que, embora o aluguel esteja mais caro para quem paga, o investimento imobiliário enfrenta concorrência crescente de outras opções financeiras.

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