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Em Davos, iFood defende regras para plataformas e projeta novo ciclo de investimentos no Brasil
Publicado 20/01/2026 • 19:44 | Atualizado há 3 horas
Publicado 20/01/2026 • 19:44 | Atualizado há 3 horas
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A vice-presidente de Impacto e Sustentabilidade do iFood, Luana Ozemela, afirmou que a principal agenda do debate global sobre plataformas digitais passa hoje por encontrar uma regulação que combine proteção aos trabalhadores com viabilidade econômica para as empresas. A executiva participa pelo terceiro ano consecutivo do Fórum Econômico Mundial e disse que o grupo brasileiro tem sido apontado pelo próprio Fórum como uma referência internacional em temas ligados a impacto social, inovação e sustentabilidade.
“Desde o primeiro ano, nós fomos chamados para compartilhar tudo o que a gente estava fazendo em termos de benefícios, ganhos, segurança e voz dos entregadores”, afirmou Luana, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
Segundo ela, a agenda amadureceu ao longo das últimas edições. No segundo ano, o evento lançou um relatório sobre economia de plataformas e trabalhadores. “Agora, no terceiro ano, a gente lançou uma aliança entre as empresas privadas em prol do trabalho digno em plataformas digitais. Então a gente está muito contente com o amadurecimento dessa agenda aqui junto ao fórum”, disse.
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Luana destacou que a discussão não se limita apenas à renda. “Além de uma renda digna, que é o que atrai [prestadores], os benefícios e as proteções são o que faz com que o trabalhador fique e se sinta feliz em estar no mercado de trabalho”, afirmou.
Para a executiva, o próximo passo passa por uma regulação equilibrada. “Somos super favoráveis a uma regulação que deixe todo mundo contente. Os trabalhadores, em primeiro lugar, mas que também consiga equilibrar a maneira com que as plataformas consigam operar em um mercado extremamente novo”, disse. Ela ressaltou que o iFood gera cerca de 1 milhão de oportunidades anuais e representa aproximadamente 0,64% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
Ao comparar o cenário brasileiro com o exterior, Luana afirmou que o movimento é global e ocorre em fases. “A primeira fase foi quando as plataformas estavam chegando no mercado e todo mundo estava muito feliz porque era uma nova oportunidade de gerar renda, com flexibilidade e autonomia. Ao passo que essas plataformas crescem, chegam as exigências e o que a gente chama de ‘licença para operar’”, explicou. Segundo ela, o desafio agora é preservar flexibilidade e autonomia, ao mesmo tempo em que se garantem condições adequadas de trabalho.
A executiva também participa de painéis no fórum, entre eles o “Future of Inclusion”, ao lado de acadêmicos de Harvard e Stanford. O debate, segundo ela, busca deslocar a discussão de programas de diversidade para mudanças estruturais nas empresas. “A diversidade, a equidade e a inclusão se tornaram extremamente politizadas. A questão agora é como falar menos de programas e mais de mudanças nas estruturas e nos processos para que isso seja orgânico”, disse.
Para ela, a ausência de inclusão gera custo econômico relevante. “Se a gente não tiver inclusão e justiça, tem um custo gigantesco não só para as empresas, mas para toda a economia.”
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No plano de negócios, Luana afirmou que o aumento da concorrência no mercado de delivery reflete a maturidade do setor no Brasil. Segundo ela, o ponto central é avaliar se a concorrência ocorre de forma equilibrada e com investimentos de longo prazo.
A executiva destacou que o iFood tem mantido um ritmo elevado de aportes no país. “O iFood vem, pelo terceiro ano consecutivo, investindo no Brasil acima da casa dos R$ 10 bilhões e agora, em 2026, a gente anunciou que vai investir R$ 17 bilhões”, afirmou. Ela afirmou ainda que os investimentos estão voltados para tecnologia e fortalecimento dos pequenos negócios. “A gente acredita que o iFood só cresce se todo mundo crescer junto.”
Luana também ressaltou o papel de Davos como espaço de troca intelectual e construção de relações de longo prazo. “Davos não é só sobre networking. É sobre troca de ideias e construção de relacionamentos de longo prazo”, disse. Para ela, o ambiente do fórum permite debates mais profundos do que aqueles travados nas redes sociais. “A mídia social está inundada de discussões rasas. Aqui, o fórum abre um mundo novo de possibilidades de troca de ideias.”
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