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Diárias revelam que seguranças que atendem STF passaram 134 dias no resort Tayayá

Publicado 22/01/2026 • 22:04 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • A família do ministro Dias Toffoli era dona de parte do resort até 2021.
  • As diárias dos seguranças que atenderam autoridade do STF custaram R$ 548,9 mil aos cofres públicos.
  • O total pode ser calculado a partir da prestação de contas do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região, de São Paulo, que deslocou equipes de segurança para atender ao Supremo nas viagens ao Paraná.

Divulgação

Resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR)

Seguranças que atendem o Supremo Tribunal Federal (STF) teriam passado ao menos 134 dias no Tayayá Resort, em Ribeirão Claro (PR), entre janeiro de 2022 e novembro de 2025, conforme indicam as diárias pagas a esses profissionais. A família do ministro Dias Toffoli era dona de parte do resort até 2021.

As diárias dos seguranças que atenderam autoridade do STF custaram R$ 548,9 mil aos cofres públicos. O total pode ser calculado a partir da prestação de contas do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região, de São Paulo, que deslocou equipes de segurança para atender ao Supremo nas viagens ao Paraná.

Segundo as notas postadas no site do TRT, os seguranças foram deslocados para “prestar apoio em segurança e transporte para autoridade do Supremo Tribunal Federal, na cidade de Ribeirão Claro”. O TRT não informa qual ministro pediu as equipes e os dados financeiros de dezembro de 2025 ainda não foram publicados.

Os irmãos de Toffoli cederam uma fatia milionária no resort a um fundo da Reag Investimentos, investigada por abrigar teias de fundos ligados ao Banco Master e suspeitos de sonegação bilionária no mercado de combustíveis.

A maior parte dos dias de viagens ao resort ocorreu durante o recesso do Judiciário, que acontece nos meses de janeiro, julho ou dezembro. 37 dias incluem, em parte, fins de semana, e 16 correspondem a feriados de Carnaval e Corpus Christi.

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Toffoli continua a visitar o resort com os irmãos, José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli, e outros familiares, mesmo após a venda do controle do Tayayá para o advogado Paulo Humberto Costa, em fevereiro de 2025.

Toffoli é atualmente o relator do caso do Banco Master, que foi liquidado (fechado) pelo Banco Central após indícios de fraudes e possibilidade de contaminação no mercado financeiro nacional. O CEO do Master, Daniel Vorcaro, foi preso enquanto tentava fugir do Brasil em novembro de 2025; ele foi libertado dez dias depois e é monitorado por tornozeleira eletrônica. A negociação para a compra do hotel envolve também a Reag Investimentos, gestora dos fundos envolvidos na transação do hotel.

O pastor evangélico e empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, é dono dos fundos de investimento que compraram parte da participação dos irmãos do ministro no resort Tayayá, no interior do Paraná. A participação valia, à época, R$ 6,6 milhões.

Outra pessoa envolvida na negociação é o executivo da Reag, Silvano Gersztel, que foi o representante de um fundo da gestora do mercado financeiro na compra de uma parcela da participação dos irmãos do ministro no Tayayá. Gersztel é investigado por suposta lavagem de dinheiro para empresários do setor do combustível ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), em esquema abordado pela operação Carbono Oculto.

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