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Sede do Banco Master tem fachada coberta por tapumes e vira alvo de protesto em São Paulo

Publicado 23/01/2026 • 19:39 | Atualizado há 47 minutos

KEY POINTS

  • Manifestação organizada pelo MBL reuniu centenas de pessoas em frente à sede do Banco Master e cobrou o afastamento do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso.
  • Banco Master e Will Bank estão em liquidação extrajudicial, com prejuízo estimado em R$ 47,3 bilhões, o maior já registrado em uma quebra bancária no país.
  • STF marcou para os dias 26 e 27 de janeiro os depoimentos no inquérito que investiga suspeitas de fraudes e gestão irregular na instituição.

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Sede do Banco Master está coberta por tapumes em SP

A sede do Banco Master, no Itaim Bibi, em São Paulo, está com o logotipo coberto e com tapumes instalados na entrada desde a quarta-feira (21). Na noite de quinta-feira (22), o local foi palco de uma manifestação organizada pelo Movimento Brasil Livre (MBL), que reuniu centenas de pessoas em frente ao prédio, na rua Elvira Ferraz, na região da avenida Faria Lima.

A mobilização começou por volta das 19h e foi convocada por meio das redes sociais do movimento. Segundo organizadores, a expectativa inicial era reunir cerca de 500 participantes, número que teria sido superado, embora não haja contagem oficial.

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Os manifestantes direcionaram críticas principalmente ao fundador do banco, o banqueiro Daniel Vorcaro, e ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações. Durante o ato, foram entoados gritos como “Fora, Dias Toffoli”, “Toffoli, vergonha suprema” e “Ei, Vorcaro, cadê a delação?”, além da exibição de faixas com mensagens como “Basta, fora Vorcaro”, “Vorcaro na cadeia” e críticas à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A principal reivindicação do grupo foi o afastamento de Toffoli da relatoria do caso. Os organizadores afirmam que decisões do ministro, como restrições de acesso da Polícia Federal a celulares apreendidos e a definição prévia de peritos, levantaram questionamentos sobre a condução do inquérito. Também houve cobranças por responsabilização do controlador do banco e por maior transparência nas apurações.

Cartazes foram colados em cima dos tapumes na frente da sede do Banco Master

O protesto ocorreu no mesmo dia em que a Procuradoria-Geral da República (PGR) arquivou um pedido da oposição para afastar Toffoli do caso. O coordenador nacional do MBL, Renan Santos, afirmou durante a manifestação que a mobilização buscava chamar atenção para medidas que, na avaliação do movimento, comprometem o andamento do processo.

A Polícia Militar acompanhou a manifestação, que transcorreu de forma pacífica, sem registro de confrontos ou ocorrências.

Liquidação do Master

O Banco Master teve liquidação extrajudicial decretada em 18 de novembro de 2025, após a identificação de uma operação fraudulenta envolvendo carteiras de crédito forjadas e títulos sem lastro. As investigações apontam que o banco captava recursos por meio da emissão de CDBs com remuneração acima do mercado, financiando ativos de baixa liquidez e créditos inexistentes.

Além do Master, o Will Bank, instituição ligada ao grupo, também teve a liquidação extrajudicial determinada pelo Banco Central nesta terça-feira (21). Somadas, as duas quebras resultam em um prejuízo estimado em R$ 47,3 bilhões, o maior já registrado em um colapso bancário no Brasil. O caso também representa o maior acionamento da história do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), com centenas de milhares de credores.

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No campo judicial, o ministro Dias Toffoli marcou para os dias 26 e 27 de janeiro de 2026 os depoimentos no inquérito que apura suspeitas de gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa envolvendo o Banco Master. O relator também autorizou o acesso das defesas aos autos da investigação. As oitivas ocorrerão na sede do STF, em Brasília, com parte dos depoimentos sendo realizada por videoconferência.

As apurações envolvem, entre outros pontos, a tentativa de venda de carteiras de crédito inexistentes do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB). As investigações também avançam na Polícia Federal e em órgãos de controle, enquanto o caso deve retornar à primeira instância após o Carnaval.

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