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Caso Banco Master avança no STF e cita governador do Distrito Federal pela primeira vez
Publicado 23/01/2026 • 08:00 | Atualizado há 3 semanas
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Publicado 23/01/2026 • 08:00 | Atualizado há 3 semanas
KEY POINTS
O banqueiro Daniel Vorcaro afirmou à Polícia Federal que conversou “algumas vezes” com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), sobre a tentativa de venda do Banco Master ao Banco Regional de Brasília (BRB) e relatou que o governador já esteve pessoalmente em sua residência.
Trata-se da primeira menção a um político nas investigações que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre suspeitas de crimes financeiros envolvendo a operação. Ibaneis não é investigado no inquérito.
Procurado, o governador negou ter tratado do tema com Vorcaro e afirmou que esteve apenas uma vez na casa do empresário, durante um almoço. Segundo ele, não houve conversas sobre o negócio.
As declarações de Vorcaro foram prestadas em 30 de dezembro, dentro do inquérito que apura a tentativa de venda do Master ao banco estatal do DF – operação anunciada em março do ano passado e vetada pelo Banco Central em setembro.
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Em depoimento, a delegada da PF Janaína Palazzo questionou diretamente se Vorcaro havia tratado da proposta com Ibaneis. O banqueiro respondeu que sim e disse que o tema foi discutido em encontros institucionais, com a presença de outras pessoas. Também confirmou visitas mútuas às residências.
O empresário não detalhou o conteúdo dessas conversas e afirmou que seus contatos políticos em Brasília não tinham relação direta com o objeto do inquérito.
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Outro depoimento relevante foi o do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que afirmou que Ibaneis foi informado sobre o andamento das operações com o Master.
Após o colapso do banco privado, o governo local passou a avaliar aportes no BRB para cobrir prejuízos com créditos problemáticos. O rombo é estimado em cerca de R$ 4 bilhões.
Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, há indícios de que o Master teria vendido R$ 12,2 bilhões em carteiras inexistentes ao banco estatal.
Nos bastidores, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, teria cobrado medidas para evitar uma eventual intervenção do Banco Central na instituição.
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Ao longo do ano passado, as autoridades do DF mudaram o discurso sobre a operação. Em março, quando o BRB anunciou a compra parcial do Master por R$ 2 bilhões, Ibaneis chamou o dia de “histórico”. Meses depois, com o veto do BC e a posterior liquidação do banco, passou a adotar um tom mais cauteloso.
Após a liquidação do Master, em novembro, a vice-governadora Celina Leão afirmou que Ibaneis determinou a troca do comando do BRB depois da revelação das suspeitas de fraudes bilionárias.
(*Com informações do Estadão)
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