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Vorcaro admite à PF que Banco Master tinha problemas de liquidez
Publicado 23/01/2026 • 13:59 | Atualizado há 2 semanas
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Publicado 23/01/2026 • 13:59 | Atualizado há 2 semanas
KEY POINTS
Foto: Divulgação
Vorcaro admite à PF que Banco Master tinha problemas de liquidez e usava o FGC
Vorcaro, controlador do Banco Master, admitiu à Polícia Federal que a instituição enfrentava problemas de liquidez e utilizava o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como parte central de seu modelo de negócios, segundo transcrição de depoimento prestado no fim de 2025.
De acordo com o depoimento, Vorcaro afirmou que o banco passou a enfrentar uma crise de liquidez após relatórios do Banco Central do Brasil indicarem pressão por mudanças regulatórias e reação do mercado financeiro ao crescimento do Master.
Segundo ele, o plano de negócios da instituição era “100% baseado no FGC” e isso, em sua avaliação, não representava irregularidade até que as regras passaram a ser alteradas com a expansão do banco.
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No relato à Polícia Federal, Vorcaro afirmou que a cessão de ativos se tornou a principal forma de captação do Banco Master. Essa estratégia ganhou ainda mais peso até o anúncio da possível venda da instituição ao BRB, quando, segundo ele, as fontes de financiamento teriam sido interrompidas.
O empresário disse que, após o anúncio envolvendo o BRB, a captação do banco foi “fechada por completo”, agravando a situação de liquidez.
Ainda no depoimento, Vorcaro declarou que o Banco Master chegou a originar entre R$ 400 milhões e R$ 500 milhões por mês. Com o agravamento do cenário, o volume teria sido reduzido como forma de preservar liquidez.
Um dos pontos citados foi uma comunicação do Banco Central em novembro de 2024, que levou a instituição a estruturar um plano de ação para enfrentar a deterioração do cenário financeiro.
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Segundo Vorcaro, o modelo do banco evoluiu para uma dependência agressiva da cessão de ativos e do suporte do FGC, com foco em crédito consignado, emissão de cédulas de crédito bancário (CCBs) e uso de originadores terceirizados para ampliar o volume de operações.
O controlador afirmou ainda ter aportado quase R$ 6 bilhões de recursos próprios para sustentar o funcionamento do Banco Master durante o período de crise.
O Fundo Garantidor de Créditos é uma associação privada sem fins lucrativos que integra o Sistema Financeiro Nacional e atua na proteção de depositantes e investidores.
Desde o dia 19, o FGC passou a ressarcir correntistas e investidores do Banco Master em valores de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. Até a noite de segunda-feira (19), cerca de 600 mil credores já haviam solicitado o ressarcimento.
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