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Como identificar risco em bancos após quebras: guia para proteger seu dinheiro

Publicado 02/02/2026 • 06:29 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • A quebra de instituições reacendeu o alerta no mercado, mas há dados públicos e indicadores regulatórios que ajudam investidores a avaliar a saúde real dos bancos.
  • Índice de Basileia, lucro recorrente, inadimplência e ratings são os principais termômetros usados para medir risco financeiro.
  • A diversificação e a verificação da cobertura do FGC continuam sendo as defesas mais eficazes contra boatos e perdas patrimoniais.
Mão de uma pessoa segurando celular com aplicativo de banco aberto

Canva

A liquidação de instituições como o Banco Master e o Will Bank pelo Banco Central do Brasil reacendeu a preocupação de consumidores e investidores com a solidez de bancos em operação no país. Em meio à disseminação de rumores nas redes sociais, especialistas alertam: nem toda notícia alarmista corresponde a risco real e há ferramentas públicas e indicadores objetivos para avaliar a situação financeira de uma instituição.

Antes de agir por medo ou resgatar aplicações de forma precipitada, o investidor deve recorrer a fontes oficiais, analisar balanços e desconfiar de promessas de rentabilidade fora do padrão. Informação de qualidade continua sendo a principal proteção contra boatos e prejuízos.

A seguir, um guia prático para distinguir alertas legítimos de desinformação.

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Autorização e supervisão oficial dos bancos

O primeiro passo é verificar se a instituição está autorizada a operar pelo Banco Central. O regulador mantém uma base pública com todas as entidades supervisionadas, acessível na área “Encontre uma instituição”.

Bancos sem autorização não podem captar recursos do público e representam risco elevado.

Onde consultar dados confiáveis dos bancos

Três canais concentram informações relevantes:

  • Central de Demonstrações Financeiras do BC – reúne balanços e indicadores contábeis.
  • Banco Data – organiza números em painéis visuais e facilita comparações.
  • Páginas de Relações com Investidores (RI) – obrigatórias para bancos regulados, com relatórios periódicos.

Essas bases permitem acompanhar evolução de capital, lucro e exposição a risco.

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Indicadores que merecem atenção

Entre os principais sinais de solidez, ou fragilidade,estão:

Índice de Basileia

  • mínimo regulatório: 11%
  • patamar confortável: acima de 15%
    Quanto maior, maior a capacidade de absorver perdas.

Lucro recorrente: resultados consistentes indicam resiliência operacional.

Inadimplência: aumento de atrasos acima de 90 dias pressiona o balanço.

Índice de imobilização: excesso de capital preso em ativos fixos reduz liquidez.

Ratings de crédito: notas de agências como Moody’s, Standard & Poor’s e Fitch Ratings ajudam a mapear riscos — embora não sejam garantia absoluta.

Os bancos e a proteção do Fundo Garantidor de Créditos

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) cobre até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, com teto global de R$ 1 milhão a cada quatro anos.

São protegidos, entre outros:

  • conta corrente e poupança;
  • CDB e RDB;
  • LCI, LCA e LC.

Não entram na cobertura títulos como debêntures, CRI, CRA, fundos e aplicações no exterior.

Bancos com rentabilidade muito alta exigem cautela

Taxas acima da média costumam indicar maior risco.
No caso dos CDBs, especialistas consideram que patamares acima de 115% do CDI já merecem análise cuidadosa. Ofertas muito superiores podem sinalizar necessidade urgente de captação.

Sinais de alerta no radar

Alguns fatores costumam anteceder crises:

  • queda persistente do Índice de Basileia;
  • prejuízos sucessivos;
  • rebaixamentos de rating;
  • investigações ou intervenção regulatória;
  • ofertas agressivas de retorno;
  • entrada em regimes especiais do BC.

Comparar com alternativas mais seguras

Para reduzir exposição, analistas recomendam:

  • Tesouro Direto, com risco soberano;
  • títulos bancários de instituições grandes e bem capitalizadas, dentro dos limites do FGC.
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