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Bônus de executivos: como funcionava o esquema citado pela CVM?
Publicado 02/02/2026 • 10:29 | Atualizado há 5 horas
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Publicado 02/02/2026 • 10:29 | Atualizado há 5 horas
KEY POINTS
Foto: Reprodução
Bônus de executivos: como funcionava o esquema citado pela CVM
Na última semana, uma investigação realizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), apontou um esquema de fraude envolvendo a CVC e o ex-CEO da empresa. As acusações assinadas em dezembro de 2025 foram reveladas neste ano e apontam valores milionários.
A CVM acusa o ex-CEO da CVC Brasil, Luiz Fernando Fogaça, de liderar um esquema de fraude contábil de R$ 362 milhões envolvendo o pagamento de bônus a executivos, que teria sido praticado enquanto integrava a gestão da empresa de turismo.
Leia mais: CVM acusa ex-CEO da CVC por fraude contábil de R$ 362 milhões
A Comissão de Valores Imobiliários é uma entidade federal que fiscaliza e garante que os procedimentos adotados pelas empresas estejam dentro da transparência esperada.
Segundo a CVM e confirmado pela Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, a fraude envolve a inclusão de bônus fictícios ou com valores anormais para os executivos da empresa, justificados nos balanços da CVC, entre 2015 e 2019.
Essa movimentação fraudulenta aponta inconsistência contábeis no balanço da empresa de turismo, chegando ao valor de R$ 362 milhões. Antes de CEO, Luiz Fernando Fogaça atuou como CFO (diretor financeiro) da CVC.
A apuração realizada pela CVM indica que falhas já haviam sido detectadas pelos próprios controles internos da CVC em um momento anterior, porém a denúncia formal foi finalizada apenas neste ano, o que abre caminho para novos desdobramentos envolvendo o ex-CEO.
O processo investiga a possível violação de deveres ou a prática de fraude por administradores da CVC Brasil. O caso segue em tramitação pelo número 19957.007223/2022-41.
Leia mais: Quem é o ex-CEO da CVC acusado de fraude contábil de R$ 362 milhões?
Mesmo o processo de fraude envolvendo o ex-CEO e outros funcionários da empresa que não atuam mais internamento, as ações da CVC na B3, bolsa brasileira, já haviam sido alvos de quedas em 2020, quando caso começou a vir a público.
Atualmente, as ações da CVC (CVCB3) giram em torno de R$ 2,54, equivalente a apenas 6,7% do valor registrado no fim de 2019, quando as ações valiam R$ 37,69, antes do impacto da crise no setor aéreo.
Em janeiro de 2019, as ações chegaram a atingir R$ 55,48, mas passaram a acumular quedas no valor. Na sexta-feira (30), as ações registram uma alta de 13,90%.
Com o processo em andamento, a CVM deve continuar a investigação e conduzir o julgamento com base nas provas apresentadas. As movimentações ilegais podem gerar multas consideráveis e proibição na atuação no mercado de capitais entre os envolvidos.
Em comunicado encaminhado ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, a CVC afirmou que irá se pronunciar, já que não recebeu qualquer atualização ou notificação formal sobre o andamento do processo.
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