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De 2021 à operação “Fisco Paralelo”: a linha do tempo do caso que envolve executiva do Carrefour
Publicado 27/03/2026 • 22:14 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 27/03/2026 • 22:14 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: Divulgação/ carrefour
De 2021 à operação “Fisco Paralelo”: a linha do tempo do caso que envolve executiva do Carrefour
A Operação Fisco Paralelo, que investiga um suposto esquema bilionário de corrupção e fraude tributária dentro da Secretaria da Fazenda de São Paulo, também aponta o envolvimento de uma executiva de uma das maiores varejistas do país, o Carrefour: Luciene Petroni Castro Neves.
O andamento das investigações que aconteceram nesta semana aponta para um esquema complexo que envolve o pagamento de propinas em troca de benefícios fiscais, especialmente relacionados à liberação de créditos tributários.
Leia também: MP-SP investiga Carrefour, Casas Bahia e outras empresas por fraude bilionária no ICMS
De acordo com o Ministério Público e noticiado anteriormente pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o suposto esquema teria começado a operar ainda em 2021, envolvendo a liberação irregular de créditos tributários relacionados ao ICMS.
Segundo os promotores do caso, o mecanismo funcionava por meio de uma estrutura paralela dentro da Secretaria da Fazenda de São Paulo, que favorecia empresas mediante pagamento de propinas.
Ao longo dos anos seguintes, a apuração aponta para uma atuação contínua entre agentes públicos e representantes do setor privado.
Nesse período, a executiva do Carrefour, Luciene Petroni Castro Neves, responsável pela área tributária, teria mantido contato frequente com um auditor fiscal, Artur Gomes da Silva Neto, apontado como peça central do esquema.
As investigações indicam que havia troca de informações e orientações sobre processos internos, o que teria permitido acelerar a liberação de créditos fiscais.
O Ministério Público descreve o funcionamento do chamado “Fisco Paralelo” como um sistema organizado de corrupção dentro da máquina pública. A estrutura, como já citado, envolveria o pagamento de propinas em troca de vantagens fiscais, especialmente na liberação mais rápida de créditos de ICMS-ST.
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Siga o Times | CNBCO esquema pode ter movimentado cerca de R$ 1 bilhão, com valores que teriam sido recebidos por Artur Gomes como vantagem indevida em troca da liberação acelerada.
Em março de 2026, a operação foi deflagrada, ampliando a repercussão do caso ao atingir diretamente a executiva do varejista. Ela é apontada como uma das responsáveis pela gestão fiscal, planejamento tributário e estratégia da empresa, o que elevou a atenção do mercado sobre o caso.
A investigação também aponta indícios de tratamento privilegiado à companhia dentro da estrutura pública.
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Diante da exposição do nome da empresa, o Carrefour se posicionou, em nota para o Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, sobre o recente caso envolvendo a empresa e a funcionária.
“O Grupo Carrefour Brasil informa que, diante da investigação do Ministério Público de São Paulo nesta quinta-feira (26), determinou a imediata abertura de uma investigação interna para apuração dos fatos relatados.
A empresa está integralmente à disposição do MP e da autoridade policial para que os fatos sejam brevemente apurados.
O Grupo Carrefour Brasil não tolera condutas contrárias aos seus valores, mantém políticas robustas de compliance, com rigorosos processos de integridade e governança, e segue estritamente as leis vigentes.
As investigações seguem em andamento e devem aprofundar o rastreamento das relações entre agentes públicos e empresas envolvidas. Até o momento não foram realizadas prisões ou medidas contra o Carrefour.
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