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Disney supera expectativas de Wall Street impulsionada por parques temáticos e streaming
Publicado 02/02/2026 • 09:53 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 02/02/2026 • 09:53 | Atualizado há 3 horas
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MICHAEL M. SANTIAGO / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
O logotipo da Walt Disney é exibido no pregão da Bolsa de Valores de Nova York durante o pregão da manhã de 1º de dezembro de 2023, na cidade de Nova York.
A Disney divulgou nesta segunda-feira (2) resultados trimestrais de receita e lucro acima das expectativas dos analistas, impulsionados principalmente pelo segmento de parques temáticos, resorts e cruzeiros.
A unidade de experiências registrou, pela primeira vez, mais de US$ 10 bilhões em receita trimestral, disse o diretor financeiro (CFO) Hugh Johnston à CNBC.
Os parques temáticos domésticos da Disney registraram receita de US$ 6,91 bilhões, enquanto os parques internacionais somaram US$ 1,75 bilhão, ambos com alta de 7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em especial, a Disney observou aumento de público nos parques domésticos, enquanto a “visitação internacional foi mais fraca”, afirmou Johnston.
Leia também: Disney cruza US$ 6 bilhões – e faz isso quando ninguém mais em Hollywood consegue
Veja como a Disney se saiu no primeiro trimestre fiscal, encerrado em 27 de dezembro, em comparação com as expectativas de Wall Street, segundo a LSEG:
O lucro líquido do trimestre foi de US$ 2,48 bilhões, ou US$ 1,34 por ação, abaixo dos US$ 2,64 bilhões, ou US$ 1,40 por ação, registrados no mesmo período do ano anterior. Ao ajustar por itens pontuais, incluindo encargos tributários relacionados a um acordo com a Fubo, a Disney reportou lucro por ação de US$ 1,63.
A receita total da Disney no primeiro trimestre fiscal foi de aproximadamente US$ 26 bilhões, alta de 5% na comparação anual.
Leia também: Disney assume prejuízo de R$ 50 milhões e muda streaming mais uma vez
Na projeção para o ano fiscal de 2026, a empresa afirmou que segue no caminho para recomprar US$ 7 bilhões em ações. Também espera crescimento de dois dígitos no lucro por ação ajustado e US$ 19 bilhões em caixa gerado pelas operações.
Para o segundo trimestre fiscal, a Disney informou que espera que sua unidade de streaming, composta por Disney+ e Hulu, registre cerca de US$ 500 milhões em lucro operacional, um aumento de aproximadamente US$ 200 milhões em relação ao mesmo período do ano passado.
Já a unidade de experiências deve apresentar crescimento “modesto” no lucro operacional, devido a ventos contrários na visitação internacional que afetam os parques domésticos, além de custos pré-lançamento de uma nova linha de cruzeiros da Disney e custos de pré-abertura do “World of Frozen” na Disneyland Paris.
Em segundo plano no balanço divulgado nesta segunda-feira está a questão de quem será nomeado sucessor do CEO Bob Iger.
É a segunda vez que a Disney busca um substituto para Iger após ter nomeado Bob Chapek como CEO em 2020 e demiti-lo rapidamente em 2022, trazendo Iger de volta ao comando. Naquele momento, as ações da Disney haviam caído, enquanto a empresa e Iger enfrentavam o desafio de melhorar a posição da companhia no mercado cinematográfico e fortalecer os parques.
“Acelerar os parques, levar o streaming à lucratividade com margens de dois dígitos e melhorar o negócio cinematográfico cria um cenário positivo para um novo CEO”, disse Johnston.
Johnston se recusou a comentar especulações sobre quem substituirá Iger.
O conselho de administração da Disney se reúne nesta semana e deve votar sobre o sucessor de Iger, segundo pessoas familiarizadas com o assunto ouvidas pela CNBC. A empresa já havia informado que anunciaria um sucessor no primeiro trimestre deste ano.
Dois dos principais executivos de Iger, Josh D’Amaro, presidente da Disney Experiences, e Dana Walden, co-presidente da Disney Entertainment,são vistos como favoritos na disputa pela sucessão.
D’Amaro, no entanto, comanda o principal motor de lucro da empresa. Durante o primeiro trimestre fiscal, a divisão de experiências registrou três vezes mais lucro operacional do que a divisão de entretenimento. As experiências responderam por US$ 3,31 bilhões em lucro, alta de 6% em relação ao ano anterior.
Em contraste, a divisão de entretenimento vem destacando há anos o declínio dos canais tradicionais de TV da Disney e registrou lucro operacional de US$ 1,1 bilhão, queda de 35% na comparação anual.
O segmento de entretenimento também inclui streaming e lançamentos cinematográficos. A receita total da unidade foi de US$ 11,61 bilhões no período, alta de 7% em relação ao ano anterior.
A empresa atribuiu o aumento da receita a maiores taxas de assinatura e de afiliadas, além da inclusão da transação com a Fubo nos resultados. A Disney adquiriu uma participação de 70% na provedora de pacotes de TV via internet em um acordo concluído em outubro.
A Disney também registrou avanço em sua unidade cinematográfica, especialmente após dominar as bilheterias em 2025. A empresa destacou “Zootopia 2”, além de novos lançamentos das franquias “Avatar” e “Predator”, durante o trimestre.
Este foi o primeiro trimestre em que a Disney deixou de divulgar alguns detalhes do segmento de entretenimento, como a separação de receita e lucro operacional entre TV linear, streaming e cinema. A empresa também parou de informar o número de assinantes de streaming neste trimestre, seguindo o movimento adotado pela Netflix no ano passado.
A Disney informou que a receita do streaming cresceu 11%, para US$ 5,35 bilhões, no primeiro trimestre fiscal.
Nos últimos meses, a companhia promoveu diversas mudanças nessa frente. No ano passado, a ESPN lançou sua plataforma de streaming direto ao consumidor, e a Disney iniciou a integração do Hulu ao Disney+. Investidores aguardam atualizações sobre o serviço de streaming da ESPN e eventuais impactos de reajustes de preços e mudanças no Disney+ quando os executivos realizarem a teleconferência de resultados às 8h30 (horário do Leste dos EUA).
A Disney agora separa a ESPN no segmento de esportes, distinto dos demais canais de TV linear, do negócio cinematográfico e do Disney+ e Hulu.
A receita do segmento de esportes cresceu 1%, para US$ 4,91 bilhões, enquanto o lucro operacional caiu 23%, para US$ 191 milhões.
O desempenho foi pressionado pelo aumento dos custos de programação e produção relacionados a novos acordos de direitos esportivos, além da queda nas taxas de assinatura e de afiliadas devido à perda de assinantes do pacote tradicional. A receita com publicidade, no entanto, cresceu, impulsionada por preços mais altos.
A unidade também foi impactada pelo bloqueio temporário dos canais da Disney no YouTube TV durante o outono, o que resultou em um impacto de cerca de US$ 110 milhões no lucro operacional.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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